Ratinho mantém posição após polêmica com Erika Hilton e pedido de investigação

A polêmica teve início na última semana, após a eleição de Erika Hilton para presidir a Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados

O apresentador Carlos Massa voltou a comentar, nesta segunda-feira (16), a controvérsia envolvendo a deputada Erika Hilton (PSOL-SP) e afirmou que não pretende rever suas declarações, mesmo após a parlamentar pedir sua investigação por suposta transfobia e danos morais coletivos.

A solicitação foi encaminhada ao Ministério Público Federal (MPF), além de um pedido ao Ministério das Comunicações para que o programa exibido pelo SBT seja suspenso por 30 dias.

Em sua manifestação, Ratinho afirmou ter recebido grande volume de mensagens de apoio e criticou o que chamou de “patrulhamento”. Segundo ele, opiniões como a sua acabam sendo alvo de críticas intensas no cenário atual. O apresentador também reforçou que não pretende alterar sua postura: “Não vou mudar o meu jeito de ser para agradar quem quer que seja. Fica o recado. Eu não vou mudar”.

A polêmica teve início na última semana, após a eleição de Erika Hilton para presidir a Comissão da Mulher na Câmara dos Deputados. Durante seu programa, Ratinho questionou a indicação, afirmando que a parlamentar, por ser uma mulher trans, poderia não compreender determinadas vivências relacionadas às mulheres cis.

A deputada reagiu publicamente e solicitou a abertura de investigação, reafirmando sua identidade de gênero: “Eu sou e sempre serei uma mulher”.

O caso também teve desdobramentos jurídicos. O MPF no Rio Grande do Sul ingressou com ação civil contra o apresentador, pedindo indenização de R$ 10 milhões. O órgão argumenta que houve discurso discriminatório e desrespeito à identidade de gênero da comunidade LGBTQIA+.

Em manifestações anteriores nas redes sociais, Ratinho já havia reiterado sua posição, dizendo apoiar pessoas trans, mas defendendo o direito de fazer críticas políticas. Segundo ele, questionamentos a figuras públicas não devem ser confundidos com preconceito.

Na representação apresentada pela deputada, há o entendimento de que conteúdos desse tipo, quando exibidos em televisão aberta, podem ferir princípios constitucionais, especialmente aqueles ligados à dignidade e ao respeito social. O documento também levanta a possibilidade de uso indevido de concessão pública para veiculação de material considerado discriminatório.

Em nota oficial, o Ministério das Comunicações informou que o caso será analisado pela Secretaria de Radiodifusão, seguindo os procedimentos legais. Já o SBT declarou que não compactua com qualquer forma de discriminação e destacou que as opiniões do apresentador não refletem necessariamente a posição institucional da emissora. A empresa acrescentou que o episódio está sob avaliação interna.