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Trump diz que Irã está sem liderança e reforça continuidade da ofensiva

Por Brasil Direto

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Trump posta vídeo racista com casal Obama como macacos

O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, declarou nesta terça-feira (3) que a operação militar conduzida por Washington em conjunto com Israel contra o Irã teria devastado “quase totalmente” o território iraniano. A afirmação foi feita no Salão Oval da Casa Branca, após encontro com o chanceler alemão Friedrich Merz.

Durante a conversa com jornalistas, Trump indicou que uma nova fase da ofensiva está prestes a ser iniciada. Segundo ele, o Irã estaria sem sistemas de defesa aérea operacionais e também sem comando definido. O presidente mencionou, sem apresentar detalhes, que um ataque teria atingido a nova liderança iraniana.

Horas antes, veículos da imprensa israelense noticiaram que Israel teria bombardeado o edifício do conselho de aiatolás responsável pela escolha do próximo líder supremo do país. O governo iraniano, entretanto, refutou a versão de que teria perdido sua capacidade de defesa.

Trump afirmou que a campanha militar seguirá nas próximas semanas, com uso contínuo de mísseis e drones. Ao justificar a decisão de atacar, declarou ter agido preventivamente, por entender que o Irã preparava uma ofensiva iminente. Ele também admitiu ter incentivado Israel a aderir à ação militar.

O presidente norte-americano sustentou ainda que o Irã estaria sem liderança clara e disse esperar que alguém de dentro do próprio regime assuma o comando do país. Ao mesmo tempo, reiterou que novas incursões estão previstas.

A reunião com Merz marcou o primeiro encontro de Trump com um chefe de governo europeu desde o início da escalada militar, que ampliou o conflito entre Estados Unidos, Israel e Irã e impulsionou os preços do petróleo aos níveis mais elevados desde 2024. Segundo Trump, além da guerra, os dois discutiram temas comerciais, e ele avaliou que o chanceler alemão tem colaborado no contexto da crise.

O presidente também declarou que a Alemanha autorizou o desembarque de forças norte-americanas em determinadas áreas, ressaltando, porém, que Washington não solicitou o envio de tropas terrestres alemãs.

Merz viajou de Berlim para Washington no mesmo dia em que Alemanha e França anunciaram planos para reforçar a cooperação em dissuasão nuclear, em meio às transformações nas relações transatlânticas, às ameaças atribuídas à Rússia e à instabilidade gerada pelo conflito com o Irã.

O chanceler tornou-se o primeiro líder europeu a visitar a capital dos Estados Unidos após os ataques que afetaram uma das principais rotas globais de transporte de petróleo e provocaram impactos relevantes no tráfego aéreo internacional. O encontro, inicialmente focado em comércio, acabou dominado pela ofensiva militar que resultou na morte do líder supremo iraniano, Ali Khamenei, além de outros dirigentes do país.

No domingo anterior, Merz evitou condenar os bombardeios norte-americanos, mas também não manifestou apoio explícito à operação, que tem sido alvo de críticas sob o argumento de que careceria de justificativa suficiente e respaldo jurídico no âmbito do direito internacional.

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