O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a provocar repercussão internacional ao insinuar, mais uma vez, que a Venezuela poderia se tornar o 51º estado norte-americano. A declaração veio logo após a vitória venezuelana sobre os EUA na final do Clássico Mundial de Beisebol.
A seleção da Venezuela derrotou os americanos por 3 a 2, em Miami, conquistando de forma inédita o título da competição . O resultado teve grande repercussão esportiva e política, ampliando o simbolismo do confronto entre os dois países.
Em publicação na rede Truth Social, Trump resumiu sua reação em uma única palavra: “Estado”, reforçando comentários anteriores em que já havia sugerido a possibilidade de anexação da nação sul-americana.
As declarações surgem em um momento de reaproximação diplomática entre Washington e Caracas. No início de março, autoridades dos Estados Unidos anunciaram um acordo com o governo venezuelano para retomar relações diplomáticas e serviços consulares.
Pouco depois, houve também o reconhecimento formal de Delcy Rodríguez como chefe de Estado, após a captura de Nicolás Maduro, movimento que marcou uma mudança significativa no cenário político do país.
Dentro da Venezuela, a conquista no beisebol gerou forte mobilização popular. A vitória foi celebrada por lideranças políticas e por diversos setores da sociedade, sendo apontada como um momento de união nacional em meio a um contexto de instabilidade.
A opositora María Corina Machado destacou o orgulho do povo venezuelano, enquanto outros representantes políticos também associaram o título ao fortalecimento da identidade nacional.
A classificação para a final já havia provocado manifestações de apoio em todo o país, e o título inédito consolidou o beisebol como um símbolo de coesão em um momento de transformações políticas e diplomáticas.