O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltou a endurecer o discurso em relação ao Irã ao comentar a ausência de um acordo para encerrar o conflito iniciado em 28 de fevereiro. Em declaração feita nesta quarta-feira, ele afirmou que o governo iraniano precisa “levar as coisas a sério antes que seja tarde demais”.
Em publicação na rede Truth Social, Trump descreveu os representantes iranianos como “muito diferentes” e “estranhos”, além de alertar que, sem um entendimento, “não haverá volta e não vai ser bonito”.
Segundo o presidente, há uma contradição na postura de Teerã. Ele afirmou que, enquanto interlocutores iranianos estariam “implorando” por um acordo nos bastidores, publicamente o discurso é de que apenas analisam as propostas apresentadas pelos norte-americanos.
Trump classificou essa posição como “falsa” e defendeu que o fim do conflito seria do interesse do próprio Irã, que, segundo ele, estaria “militarmente aniquilado e sem qualquer possibilidade de recuperação”. O republicano também reforçou a pressão para que o país negocie de forma mais objetiva.
As declarações contrastam com a versão oficial iraniana. O ministro das Relações Exteriores, Abbas Araqchi, afirmou que não existem “negociações ou conversas” formais com os Estados Unidos, embora tenha admitido a troca de “mensagens” entre os dois países.
Na mesma publicação, Trump também direcionou críticas à OTAN, afirmando que os Estados Unidos “não precisam da aliança para nada”.
“O países da OTAN não fizeram nada para ajudar [os Estados Unidos] contra a nação louca, agora dizimada, que é o Irã”, escreveu. “Os Estados Unidos não precisam de nada da OTAN, mas ‘nunca se esqueçam’ deste momento muito importante na História”, acrescentou.
A Casa Branca, por sua vez, não confirmou a existência de um suposto plano com 15 pontos para encerrar o conflito, mas indicou que há contatos em andamento.
De acordo com a Press TV, o governo iraniano teria rejeitado a proposta por considerá-la excessiva, reiterando que pretende estabelecer seus próprios termos para um eventual acordo.