Violência extrema: PRF invade casa, mata companheira e comete suicídio

O crime aconteceu por volta da 1h, na casa onde a vítima morava com o pai e a filha de 8 anos, no bairro Caratoíra

O policial rodoviário federal Diego Oliveira de Souza, apontado como autor do assassinato da namorada, Dayse Barbosa, já era alvo de uma investigação interna por conduta inadequada. Ele havia sido denunciado por tentar agarrar uma colega de trabalho dentro da unidade operacional da Polícia Rodoviária Federal em Campos dos Goytacazes.

A denúncia foi formalizada em 2025 e levou à abertura de um procedimento pela Corregedoria da PRF. Em nota, o órgão confirmou que adotou medidas administrativas para evitar o contato entre os envolvidos no ambiente profissional. O processo disciplinar já estava em fase final e poderia resultar na demissão do agente, que ingressou na corporação em 2020.

O caso ganhou proporções ainda mais graves após a morte de Dayse, de 37 anos, ocorrida na madrugada desta segunda-feira (23), em Vitória. O crime é tratado como feminicídio.

De acordo com o secretário de Segurança Urbana da capital capixaba, Amarílio Boni, há indícios de que a ação tenha sido planejada. “A circunstância é que ele foi com o intuito de cometer o feminicídio. Ele levou materiais para entrar na residência e subir na marquise. Tudo indica que ele a pegou deitada, dormindo, e efetuou os disparos sem possibilidade de reação”, afirmou.

O crime aconteceu por volta da 1h, na casa onde a vítima morava com o pai e a filha de 8 anos, no bairro Caratoíra. Ainda segundo o secretário, Dayse foi surpreendida enquanto dormia e não teve chance de defesa. A suspeita é de que ela ainda tenha se levantado antes de ser atingida pelos disparos.

Após cometer o crime, o policial tirou a própria vida.

De acordo com o pai da vítima, Carlos Roberto Teixeira, a motivação estaria relacionada à tentativa de término do relacionamento. O casal se conhecia há cerca de quatro anos e mantinha uma relação marcada por episódios de violência.

Dayse Barbosa foi a primeira mulher a comandar a Guarda Municipal de Vitória e deixa uma filha de 8 anos. Antes de ingressar na PRF, Diego também atuou como guarda municipal, período em que os dois se conheceram.

A investigação do caso está a cargo da Delegacia Especializada de Homicídio e Proteção à Mulher (DHPM) de Vitória. Em nota, a Polícia Rodoviária Federal lamentou a morte da comandante.