Anderson Luciano Simas, Curitiba (PR)
A formação de borra compromete a eficiência do motor a diesel ao longo do tempo e exige atenção. O acúmulo de resíduos no sistema de injeção demanda manutenção preventiva constante, e o uso de aditivos desponta como a principal solução química. A frequência ideal de aplicação no tanque, no entanto, gera debates entre os proprietários de utilitários e picapes.
A resposta técnica foge de regras genéricas: depende de cada projeto mecânico. Luciana Félix, mecânica e fundadora do centro automotivo Na Oficina, esclarece essa relação entre o motor e a química. “Cada montadora trabalha com uma especificação, porque a engenharia utilizou determinado produto para que o motor tenha o desempenho esperado”, explica a especialista.
O proprietário encontra a indicação exata de manutenção no manual de instruções do seu automóvel. O livreto traz a quilometragem ou o tempo de uso adequados para a adição do fluido corretivo. Ignorar as diretrizes da fabricante altera a eficiência da queima de combustível e prejudica o rendimento em rotações mais altas. Seguir a periodicidade correta garante bicos injetores limpos e evita falhas no funcionamento.
A escolha do aditivo para motor a diesel também exige rigor na hora da compra em postos ou lojas especializadas. O mercado de autopeças oferece dezenas de opções, mas a aplicação de aditivos duvidosos traz grandes riscos de oxidação. Um produto inferior sobrecarrega os elementos filtrantes e compromete as peças móveis do sistema. A recomendação técnica é sempre investir em marcas certificadas para preservar a vida útil do conjunto.