Brasil confirma morte de dois cidadãos em ataque no sul do Líbano

Em nota oficial, o Itamaraty informou ter recebido "com consternação e pesar" a confirmação de que uma menina brasileira de 11 anos e sua mãe morreram no bombardeio

O governo do Brasil confirmou a morte de dois brasileiros em meio ao agravamento dos confrontos no sul do Líbano. As vítimas foram atingidas durante um ataque atribuído às Forças de Defesa de Israel, mesmo após a declaração de cessar-fogo anunciada em 16 de abril, que, segundo o Ministério das Relações Exteriores do Brasil, vem sendo descumprida de forma recorrente.

Em nota oficial, o Itamaraty informou ter recebido “com consternação e pesar” a confirmação de que uma menina brasileira de 11 anos e sua mãe morreram no bombardeio. O pai da família, de origem libanesa, também não resistiu aos ferimentos.

Um segundo filho do casal, igualmente brasileiro, sobreviveu ao ataque, mas ficou ferido e permanece hospitalizado. Conforme o comunicado, a família estava dentro de casa, no distrito de Bint Jbeil, quando a residência foi atingida.

Para o governo brasileiro, o episódio representa “mais um exemplo das reiteradas e inaceitáveis violações ao cessar-fogo anunciado em 16 de abril”. O texto ressalta que, desde o anúncio da trégua, dezenas de civis libaneses morreram, entre eles mulheres, crianças, uma jornalista e dois integrantes franceses da força de paz da ONU no país.

Ao prestar “sinceras condolências” aos familiares, o Brasil reiterou a “mais veemente condenação a todos os ataques perpetrados durante a vigência do cessar-fogo”, atribuindo responsabilidade tanto a Israel quanto ao Hezbollah.

O Itamaraty também criticou o que classificou como “demolições sistemáticas de residências e de outras estruturas civis no sul do Líbano”, além de mencionar o deslocamento forçado de mais de um milhão de pessoas em decorrência do conflito.

O governo brasileiro ainda cobrou o “cumprimento integral” da resolução do Conselho de Segurança da ONU que estabelece os termos do cessar-fogo firmado após a guerra de 2006, defendendo a “cessação imediata das hostilidades” e a retirada total das tropas israelenses do território libanês.

Por fim, foi informado que a Embaixada do Brasil em Beirute está prestando assistência à família, incluindo apoio ao filho sobrevivente, que segue internado.