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Brasil perde status de favorito e confiança atinge pior nível em 30 anos antes da Copa de 2026

Por Brasil Direto

A pouco menos de dois meses do início da Copa do Mundo de 2026, que será disputada nos Estados Unidos, Canadá e México, a seleção brasileira chega ao torneio cercada por dúvidas e com o menor nível de confiança já registrado entre os torcedores. Segundo pesquisa Datafolha, apenas 29% dos brasileiros acreditam em um novo título mundial sob o comando de Carlo Ancelotti.

No mesmo levantamento, a França aparece como principal alternativa ao Brasil, com 17% das citações, seguida por Argentina e Alemanha, ambas com 4%. Portugal, Espanha, Estados Unidos e Inglaterra também foram lembrados, mas com índices de pelo menos 1%. Outros 3% apontaram seleções diferentes. No total, a soma dos adversários supera a confiança depositada no próprio Brasil.

O estudo, realizado com 2.004 pessoas entre os dias 7 e 9 de abril de 2026, em 137 municípios, mostra ainda que o índice brasileiro caiu em relação a levantamentos anteriores, atingindo o pior resultado da série histórica iniciada há cerca de 30 anos. Em julho de 2025, por exemplo, o percentual era de 33%.

Entre homens, 26% acreditam no título brasileiro, enquanto entre mulheres o índice é de 32%, dentro da margem de erro que indica empate técnico. Em alguns recortes, como o masculino, a França chega a superar numericamente o Brasil nas menções, reforçando o cenário de equilíbrio entre os principais favoritos.

O pessimismo também aparece na avaliação sobre o desempenho esperado: 46% dos entrevistados acreditam que o Brasil não passará das quartas de final — fase que tem sido obstáculo nas últimas edições do torneio. A lembrança de eliminações recentes e a derrota para a França em amistoso, mesmo com superioridade numérica em parte do jogo, reforçam a desconfiança, apesar da vitória posterior sobre a Croácia.

Desde que assumiu o comando em 2025, Ancelotti ainda busca consolidar uma identidade para a equipe em meio a mudanças frequentes no comando técnico, instabilidade institucional na CBF e queda na imagem de favoritismo histórico da seleção. Ainda assim, o treinador já encerrou a última Data Fifa com uma base mais definida para a convocação final.

A pesquisa também reflete um histórico de queda na confiança do torcedor. Após níveis elevados até 2014, impulsionados pelo título de 2002, a percepção começou a cair de forma mais acentuada depois da Copa no Brasil e do 7 a 1 para a Alemanha. Desde então, o Brasil deixou de figurar como favorito absoluto e passou a enfrentar desconfiança crescente a cada ciclo mundial.

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