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BYD tem queda no lucro pela primeira vez em 4 anos e demitirá 100.000 funcionários

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BYD tem queda no lucro pela primeira vez em 4 anos e demitirá 100.000 funcionários

A BYD iniciou o processo de demissão de 100.000 funcionários na China, segundo a publicação local Ifeng. O corte representa uma redução de quase 10% do quadro de empregados da montadora, que passará de 970.000 para cerca de 870.000 colaboradores.

De acordo com a BYD, as demissões integram um processo de reestruturação focado em eficiência e redução de custos operacionais. No último dia 27, a fabricante divulgou o balanço financeiro do ano fiscal de 2025, que apontou queda no lucro líquido da operação, fator que ajuda a explicar os desligamentos em massa.

O relatório aponta um faturamento de 803,9 bilhões de yuans (cerca de US$ 111 bilhões), impulsionado pela venda de 4,6 milhões de veículos ao longo do ano. Desse total, 1,05 milhão de unidades foram destinadas à exportação. É a primeira vez que a marca supera a barreira de 1 milhão de carros exportados, o que representa um aumento de cerca de 150% em relação aos resultados consolidados de 2024.

Navio da BYD
BYD teve aumento significativo nas exportações, mas mercado interno ajudou a diminuir os lucrosDivulgação/BYD

Apesar do expressivo volume de vendas, o lucro líquido da montadora fechou em 32,62 bilhões de yuans (US$ 4,56 bilhões). O montante representa uma queda de 19% na comparação anual, o que interrompe a sequência de crescimento contínuo registrada nos últimos quatro anos.

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A direção da empresa atribui o recuo no lucro à guerra de preços no mercado doméstico de veículos de nova energia (NEVs) e aos pesados investimentos contínuos em pesquisa, desenvolvimento de tecnologias automotivas e novas baterias.

Mercado interno x externo

O segmento de eletrificados e híbridos (NEVs) na China passa por um momento de desaceleração. Houve uma queda de 36% nas vendas em fevereiro em relação ao mesmo mês de 2025. No caso específico da BYD, a retração chegou a 41%, justificada pela empresa pelo impacto dos feriados locais no período.

Ainda assim, o setor automotivo local já acumula saldo negativo ao longo de 2026. Nos três primeiros meses do ano, o recuo geral chega a 31%, de acordo com os dados da China Passenger Car Association (CPCA).

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Um dos principais motivadores para essa retração é a redução dos incentivos fiscais concedidos pelo governo chinês, somada a novas regulamentações estabelecidas para conter a guerra de preços entre as montadoras do país.

Analistas de mercado avaliam que o cenário interno serve como um impulso para a expansão internacional, movimento que a BYD já intensifica em mercados estratégicos, como o Brasil e a Europa.

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A BYD declarou, durante a apresentação dos resultados, que a sua estratégia global entra em uma nova etapa. Esse passo é marcado pela saída do primeiro carro da linha de montagem da fábrica brasileira e pela operação ativa de oito navios transportadores próprios.

Navio da BYD já está trazendo até 7.117 carros por viagem ao Brasil. Logo haverá mais sete navios desse na mesma rota
Pressão interna fará com que a BYD invista ainda mais nas exportaçõesEduardo Passos/Quatro Rodas

Para 2026, a meta da fabricante é ampliar as exportações e chegar ao patamar de 1,5 milhão de veículos enviados ao exterior. Nota para a edição: o texto original diz que isso representa um aumento de “cerca de 15%”. Contudo, saltar de 1,05 milhão para 1,5 milhão representa um crescimento de aproximadamente 42%. Sugiro revisar o percentual antes da publicação.

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Investimento em novas tecnologias

Em 2025, a BYD direcionou 63,4 bilhões de yuans (US$ 9,19 bilhões) para a área de pesquisa e desenvolvimento. Os recursos foram aplicados no aprimoramento de sistemas de eletrificação, no avanço dos componentes de baterias e na ampliação da infraestrutura de recarga.

Entre as soluções recém-apresentadas estão a bateria Blade 2.0, que oferece 5% a mais de densidade energética em relação à geração anterior, e o sistema Flash Charging. Segundo a montadora, a nova tecnologia é capaz de recuperar grande parte da carga da bateria em cerca de 10 minutos.

Para dar suporte a essa nova velocidade de carregamento, a marca também apresentou uma nova geração de carregadores ultrarrápidos. As estações de recarga possuem formato em “T”, semelhante às bombas de combustível tradicionais, e cada conector é projetado para oferecer uma potência máxima de 1.500 kW e tensão de 1.000 V.

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