Câmara não aprova título de cidadão recifense para Wagner Moura

Para ser validado, o projeto precisava do apoio de três quintos dos vereadores, o equivalente a 23 votos favoráveis

A Câmara Municipal do Recife decidiu, nesta segunda-feira (27), não aprovar a proposta que concederia ao ator Wagner Moura o título de Cidadão recifense. A matéria não atingiu o número mínimo de votos exigido e acabou sendo arquivada.

Para ser validado, o projeto precisava do apoio de três quintos dos vereadores, o equivalente a 23 votos favoráveis. No entanto, a proposta recebeu apenas 16 votos a favor e 7 contrários, ficando abaixo do necessário para aprovação.

A honraria é destinada a pessoas que, mesmo não sendo naturais da cidade, tenham prestado serviços relevantes ao Recife ou contribuído de forma significativa para a população local.

Durante a votação, houve debate entre os parlamentares sobre os critérios utilizados para a concessão desse tipo de reconhecimento. O vereador Eduardo Moura, do Novo, criticou a proposta e questionou a relevância prática da homenagem. “Deveria ter uma mudança nesse Regimento [Interno] para que certos tipos de ação totalmente políticas não acontecessem. Temos demandas importantíssimas nesta Casa, mas se a gente mesmo não valoriza, quem é que vai valorizar?”, afirmou.

Autor da proposta, o vereador Carlos Muniz, do PSB, defendeu a iniciativa ao destacar a atuação de Wagner Moura no filme O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho e ambientado na capital pernambucana. Segundo ele, a produção ajudou a ampliar a visibilidade do Recife no cenário internacional.

“Aclamado no mundo inteiro, o filme acumulou premiações em festivais de cinema e alçou o Recife ao topo da indústria cinematográfica mundial. Por sua vez, Wagner Moura imprimiu o DNA recifense em seu personagem”, justificou o parlamentar.