Ícone do site Brasil Direto Notícias

Como 7 Deputados Dominam R$ 1,5 Bilhão do Orçamento Nacional

Por Brasil Direto

motta-alega-questao-de-seguranca-para-expulsar-jornalistas-de-plenario

Motta alega questão de segurança para expulsar jornalistas de plenário

O panorama das emendas parlamentares em 2025 expõe uma acentuada disparidade na distribuição de recursos dentro do Congresso Nacional.

Dados recentes revelam que um grupo seleto de apenas sete deputados, liderado pelo presidente da Câmara, Hugo Motta, concentrou a indicação de R$ 1,5 bilhão em verbas de comissão. Esse valor equivale a 20% do orçamento total de R$ 7,5 bilhões destinado aos colegiados temáticos, deixando o restante para ser partilhado de forma pulverizada entre mais de 400 parlamentares, que receberam, em média, R$ 14 milhões cada.

Essa concentração de poder financeiro ocorre em um momento de maior vigilância do Supremo Tribunal Federal, que extinguiu o antigo modelo de emendas secretas para exigir que o nome de cada “padrinho” político seja devidamente divulgado.

No topo da lista de beneficiários destaca-se Julio Arcoverde, ex-presidente da Comissão Mista de Orçamento, que sozinho direcionou R$ 244,3 milhões, alegando que os repasses seguem critérios legais para o desenvolvimento de seu estado.

Logo atrás, Hugo Motta surge com R$ 180,5 milhões, sendo que quase metade desse montante foi destinado a redutos eleitorais vinculados aos interesses políticos de sua família na Paraíba.

Embora lideranças como Marcos Pereira defendam que o maior volume de recursos para presidentes de partidos é uma prática histórica e institucional, o levantamento indica que o uso das lideranças partidárias para assinar indicações pode estar servindo como um novo mecanismo para omitir os verdadeiros autores dos repasses, driblando as determinações de transparência do ministro Flávio Dino.

A insatisfação cresce nos bastidores da Câmara, onde deputados alegam que a divisão atual fere acordos internos e cria um desequilíbrio decisivo para as próximas disputas eleitorais.

Enquanto a oposição é majoritariamente excluída, exceto por parlamentares em cargos estratégicos, a cúpula do Legislativo mantém o controle sobre fatias que superam os R$ 100 milhões por pessoa, contrastando com a maioria que não alcança os R$ 80 milhões.

Como essas verbas são de execução discricionária do Governo Federal, a gestão desses bilhões torna-se uma peça central no xadrez político entre o Executivo e o Parlamento, consolidando o controle de um pequeno círculo sobre as obras e investimentos nas bases municipais.

Sair da versão mobile