Conselho da PM vai decidir futuro de tenente-coronel preso por feminicídio

O oficial, que foi recentemente transferido para a reserva, encontra-se preso sob suspeita de feminicídio e fraude processual

Três coronéis da Polícia Militar foram nomeados para integrar o Conselho de Justificação que irá avaliar a permanência do tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto na corporação. O oficial, que foi recentemente transferido para a reserva, encontra-se preso sob suspeita de feminicídio e fraude processual.

A criação do colegiado foi formalizada por meio de publicação no Diário Oficial, em ato assinado pelo secretário da Segurança Pública, Osvaldo Nico Gonçalves.

De acordo com as regras estabelecidas, o processo tramitará de forma digital, utilizando o Sistema Eletrônico de Informações (SEI), garantindo ao investigado o direito à ampla defesa e ao contraditório. O prazo inicial para conclusão é de 30 dias, com possibilidade de prorrogação por mais 20.

Ao final da apuração, o conselho poderá sugerir desde o arquivamento até a aplicação de sanções mais severas. A decisão final, no entanto, ficará sob responsabilidade do Tribunal de Justiça Militar de São Paulo, que analisará o parecer e definirá eventuais punições.

O caso está relacionado à morte da ex-companheira do oficial, a soldado Gisele Alves Santana, atingida por um disparo na cabeça em fevereiro, no apartamento onde viviam, na região central da capital paulista. Enquanto o processo criminal segue na Justiça comum, a esfera militar apura a conduta disciplinar do tenente-coronel.

A defesa de Rosa Neto sustenta que ele não teve participação no crime e afirma que a vítima teria tirado a própria vida.