O laudo necroscópico de Maria Clara Aguirre Lisboa, de cinco anos, apontou que a morte ocorreu por asfixia mecânica causada por soterramento, em Itapetininga. A perícia indicou ainda a presença de terra na traqueia, o que sugere que a menina ainda respirava no momento em que foi enterrada. O exame também identificou traumatismo craniano, compatível com agressões anteriores.
O corpo da criança foi encontrado em 14 de outubro de 2025, enterrado em uma cova rasa coberta por concreto no quintal da casa onde vivia com a mãe e o padrasto. Os dois foram presos e confessaram o crime durante interrogatório.
As investigações apontam que o homicídio ocorreu no fim de setembro e que o corpo foi ocultado dias depois. O caso veio à tona após a avó paterna denunciar o desaparecimento ao Conselho Tutelar, que já acompanhava a família. A Polícia Civil localizou a menina após buscas e encontrou o corpo em avançado estado de decomposição.
A Justiça marcou para 19 de maio a audiência de instrução que vai decidir se os acusados irão a júri popular. Ambos permanecem presos preventivamente e respondem por homicídio qualificado e ocultação de cadáver.
De acordo com a polícia, havia histórico de violência dentro da residência, com relatos de agressões frequentes contra a criança. Um áudio atribuído ao padrasto, enviado ao pai da menina antes da descoberta do corpo, também faz parte das provas reunidas no caso.
O sepultamento ocorreu sem velório, devido às condições do corpo, com a presença apenas de familiares do pai biológico.