Deputado fecha acordo no STF e terá que devolver R$ 1,4 milhão

O acordo firmado com a Procuradoria-Geral da República evitou o avanço de uma ação penal

O deputado federal João Carlos Bacelar voltou ao centro do debate político após decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, que homologou um acordo prevendo a devolução de R$ 1,4 milhão aos cofres públicos. O caso envolve a contratação de funcionárias que, segundo investigações, não exerciam atividades no gabinete.

Com trajetória iniciada em 2006, o parlamentar acumula sucessivas reeleições e mantém atuação ligada a setores como construção civil, agronegócio e combustíveis. Ao longo da carreira, também integrou diferentes frentes no Congresso, incluindo bancadas temáticas e comissões estratégicas.

O acordo firmado com a Procuradoria-Geral da República evitou o avanço de uma ação penal. No entendimento das investigações, recursos destinados à contratação de assessores teriam sido utilizados para remunerar pessoas que prestavam serviços de natureza privada ao deputado e sua família.

Entre os casos citados está o de uma funcionária doméstica que foi nomeada como assessora parlamentar, além de outra pessoa vinculada a uma empresa ligada ao parlamentar. Ambos os episódios fazem parte do conjunto de irregularidades reconhecidas no acordo.

A trajetória política de Bacelar também é marcada por episódios controversos, incluindo acusações feitas em delações no âmbito da Operação Lava Jato e outros episódios envolvendo sua atuação parlamentar. Ainda assim, ele segue ativo no Congresso, com participação em propostas legislativas recentes e articulações políticas.