FGTS: governo prepara nova liberação de bilhões para trabalhadores

De acordo com o ministro, aproximadamente 10 milhões de pessoas podem ser beneficiadas com a liberação desses recursos

O governo federal estuda liberar cerca de R$ 7 bilhões do FGTS que ainda estão retidos de trabalhadores que aderiram ao saque-aniversário. A informação foi confirmada nesta quinta-feira (9) pelo ministro do Trabalho, Luiz Marinho, que destacou o impacto da medida no combate ao endividamento da população.

De acordo com o ministro, aproximadamente 10 milhões de pessoas podem ser beneficiadas com a liberação desses recursos. O valor corresponde a um saldo que não foi disponibilizado anteriormente, mesmo após medidas adotadas pelo governo para destravar parte dos recursos do fundo.

Durante entrevista ao programa Alô Alô Brasil, Marinho relembrou que, ao longo do último ano, já foram liberados bilhões para trabalhadores em situação semelhante. Ainda assim, segundo ele, parte do dinheiro ficou retida, o que motivou a nova proposta.

“O que identificamos é que ainda existe um volume significativo de recursos que não foi liberado. Estamos trabalhando para garantir que esse dinheiro chegue aos trabalhadores, porque é um direito deles”, afirmou.

O ministro também criticou a atuação da Caixa Econômica Federal no processo, ao apontar que nem todo o montante disponível foi repassado aos beneficiários nas etapas anteriores.

A iniciativa ocorre em meio à preocupação do governo com o aumento do endividamento das famílias brasileiras. Segundo Marinho, a liberação dos recursos pode ajudar trabalhadores a reorganizar suas finanças e retomar o equilíbrio econômico.

O saque-aniversário, criado em 2019, permite retiradas anuais de parte do saldo do FGTS no mês de nascimento. No entanto, quem opta por essa modalidade perde o direito de sacar o valor integral em caso de demissão, ficando restrito à multa rescisória.

No fim de 2025, uma medida provisória já havia autorizado, de forma temporária, o saque do saldo retido para trabalhadores demitidos entre 2020 e dezembro daquele ano. Agora, o governo busca ampliar esse alcance.

Durante a entrevista, Marinho também comentou a discussão sobre o fim da escala 6×1. Segundo ele, o tema deve avançar por meio de projetos que já tramitam na Câmara dos Deputados, cabendo à presidência da Casa avaliar o momento de levar a proposta ao plenário.