O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro se manifestou sobre a reportagem que revelou o gasto de R$ 350,2 milhões do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva com o aluguel de navios de cruzeiro para a realização da COP30, conferência climática da ONU.
Por meio das redes sociais, o parlamentar criticou o valor desembolsado, classificando-o como “surreal”, e questionou quais benefícios concretos o evento trouxe para a população do Pará. A COP30 foi realizada em novembro de 2025, em Belém.
Ao comentar o tema, Flávio afirmou: “Com R$ 350 milhões dava para construir 40 UPAs para atender até 450 pessoas por dia. Mas não foram construídas. Lula torrou alugando cruzeiros”.
Segundo informações divulgadas anteriormente, o governo federal utilizou ao menos R$ 350,2 milhões para contratar embarcações que serviram de hospedagem às delegações participantes do evento.
Dados da Casa Civil apontam que a contratação foi conduzida pela Secretaria Especial da COP30, com apoio da Embratur. A agência ficou responsável por intermediar o processo e firmou contrato com a empresa Qualitours Agência de Viagens e Turismo Ltda.
Ainda conforme o documento, coube à Qualitours realizar a contratação dos navios junto às operadoras Costa Cruzeiros e MSC Cruzeiros.
O senador, no entanto, não comentou a relação da empresa com o empresário Marcelo Cohen, apontado como sócio do banqueiro Daniel Vorcaro em um hotel de luxo localizado em Campos do Jordão (SP).
A Qualitours integra a holding BeFly, fundada por Cohen em 2021, com expansão financiada por recursos vinculados ao Banco Master. Reportagem do jornal Folha de S.Paulo indica que fundos ligados à instituição, como o “B10” e o “TT”, foram utilizados na aquisição de empresas como Flytour e Queensberry, ampliando a atuação do grupo no setor de turismo.