O ministro Gilmar Mendes solicitou que o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema seja incluído no chamado Inquérito das Fake News. O pedido foi formalizado por meio de uma notícia-crime e encaminhado ao ministro Alexandre de Moraes, responsável pela condução da investigação no Supremo Tribunal Federal.
A iniciativa teve como base um vídeo divulgado por Zema nas redes sociais no mês passado. No conteúdo, os ministros Gilmar Mendes e Dias Toffoli aparecem representados como fantoches, em uma encenação que simula diálogos entre os magistrados.
No documento, Mendes afirma que a publicação “vilipendia não apenas a honra e a imagem do Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa“. O ministro também classifica o material como uma “deep-fake“, destacando o uso de “sofisticada edição profissional” e apontando que o conteúdo teria “claro intuito de vulnerar a higidez desta instituição da República, com objetivo de realizar promoção pessoal”.
Pré-candidato à Presidência, Zema tem protagonizado embates recentes com o magistrado. Em outro vídeo publicado na semana passada, o político defendeu a prisão de Gilmar Mendes e Dias Toffoli, com base em um indiciamento sugerido em requerimento da CPI do Crime Organizado.
A repercussão do caso levou o decano do STF a se manifestar publicamente. Em postagem nas redes sociais, Mendes afirmou que “é, no mínimo, irônico ver quem já geriu o Estado de Minas Gerais atacar o STF e os seus membros” após ter recorrido à Corte para solicitar o adiamento de dívidas estaduais com a União.