Greve na USP se expande e já atinge 15 unidades em meio a crise interna

A mobilização é impulsionada por reivindicações ligadas à permanência estudantil, como aumento de bolsas e críticas à qualidade da alimentação nos restaurantes universitários

A paralisação de estudantes da Universidade de São Paulo ganhou força e já atinge 15 unidades de ensino, espalhadas entre a capital e o interior. Nos últimos dias, novos institutos e faculdades aderiram ao movimento, ampliando um cenário que inicialmente já envolvia áreas tradicionais como filosofia, química e psicologia. Até mesmo alunos da Escola Politécnica, historicamente pouco engajados em greves, decidiram se juntar ao protesto após votação interna.

A mobilização é impulsionada por reivindicações ligadas à permanência estudantil, como aumento de bolsas e críticas à qualidade da alimentação nos restaurantes universitários, após denúncias recentes sobre refeições inadequadas. Outro ponto de insatisfação é uma proposta em discussão que pode limitar atividades de centros acadêmicos.

O movimento estudantil ocorre em paralelo à greve de servidores da universidade, iniciada dias antes. A categoria contesta a criação de uma gratificação voltada a docentes, que pode elevar significativamente os ganhos de professores envolvidos em projetos estratégicos, gerando impacto milionário no orçamento da instituição.

Com apoio do Diretório Central dos Estudantes, a tendência é de ampliação da mobilização, já que outros cursos ainda avaliam adesão. Representantes estudantis afirmam que o movimento deve continuar até que haja respostas concretas às demandas.

Em resposta, a reitoria da USP sustenta que a nova política busca valorizar a carreira acadêmica e afirma que também estuda medidas para servidores e estudantes, incluindo reajustes de benefícios e programas de apoio financeiro.