A expectativa do mercado financeiro para a inflação no Brasil teve novo ajuste para cima. Segundo o Boletim Focus, a projeção do IPCA para este ano subiu de 4,31% para 4,36%, mantendo uma sequência de altas nas últimas semanas.
Mesmo com o avanço, o índice ainda permanece dentro do limite definido pelo Conselho Monetário Nacional, que estabelece meta de 3%, com tolerância entre 1,5% e 4,5%. A pressão inflacionária ocorre em meio a fatores externos, como as tensões no Oriente Médio, além da alta recente em setores como transporte e educação.
Para conter a inflação, o Banco Central do Brasil utiliza a taxa básica de juros, a Selic, atualmente em 14,75% ao ano. Apesar de um leve corte recente, o cenário de incerteza pode frear novas reduções no curto prazo.
As projeções indicam que a Selic deve encerrar 2026 em 12,5% ao ano, com tendência de queda gradual nos anos seguintes. Já o crescimento da economia segue moderado, com estimativa de 1,85% para este ano.