As projeções de inflação no Brasil voltaram a subir diante dos efeitos do conflito envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que impactou diretamente o mercado global de petróleo. A alta nas cotações elevou o preço dos combustíveis e já começa a pressionar outros setores da economia.
De acordo com o boletim Focus, do Banco Central do Brasil, a expectativa para o IPCA em 2026 avançou pela quarta semana consecutiva, aproximando-se do limite da meta oficial. O movimento interrompe uma trajetória de queda observada no início do ano.
Especialistas apontam que, mesmo com sinais de trégua no conflito — após o recuo do presidente Donald Trump —, os impactos sobre os preços não devem desaparecer rapidamente, já que o mercado de energia leva tempo para se estabilizar.
Além da pressão externa, o Brasil pode enfrentar um agravante climático. A possibilidade de ocorrência do El Niño no segundo semestre acende um alerta para a produção agrícola, o que pode elevar o preço dos alimentos.
No mercado interno, o aumento do diesel e da gasolina já foi registrado, influenciando custos logísticos e afetando toda a cadeia produtiva. Diante desse cenário, o governo federal anunciou medidas para tentar conter a alta, como subsídios e redução de impostos sobre combustíveis.
Analistas avaliam que esse conjunto de fatores pode dificultar o controle da inflação e até impactar a política de juros. O Banco Central do Brasil já sinaliza cautela nas decisões, diante de um cenário global ainda instável.