Ioniq vira marca da Hyundai na China e faz estreia com sedã elétrico

No Salão do Automóvel de Pequim, na China, a Hyundai deu um importante passo para expandir sua presença no mercado local. A empresa apresentou a linha de elétricos Ioniq como uma marca independente por lá. É a mesma estratégia da GWM com a Haval, por exemplo. No Brasil, é uma família de modelos; na China, uma marca.

A “nova marca” será liderada pela Hyundai e, em caso de projetos exclusivos para a China, o Centro de Design da Hyundai no país será o responsável. Para a estreia, a Ioniq apresentou o Ioniq V, cujo nome pode até remeter ao Hyundai Ioniq 5 vendido no Brasil. Mas, nesse caso, o “V” não é um algarismo romano: a letra vem de “Venus”, nome do conceito apresentado no início de abril, no qual o sedã se baseia.

Hyundai Ioniq V
Divulgação/Hyundai

O visual do modelo de produção é praticamente o mesmo do protótipo. O V foi desenhado pela equipe de design da própria Hyundai, com adaptações para o mercado chinês, dando origem à linguagem “The Origin”. Ele tem carroceria de perfil baixo e linhas bem demarcadas.

Dianteira e traseira são marcadas por um forte vinco central e LEDs bem finos. O desenho da carroceria faz com que o para-brisa seja bem inclinado e culmina em um caimento de cupê na traseira. Um detalhe interessante é que, apesar de ser uma marca própria, o Ioniq V carrega o logotipo da Hyundai na dianteira.

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Hyundai Ioniq V
Autohome/Reprodução

O V é um carro de proporções generosas, medindo 4,90 m de comprimento, 1,89 m de largura e 2,90 m de entre-eixos. Ainda assim, é baixo, com apenas 1,47 m de altura.

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Não é só no visual que a Hyundai se esforçou para agradar o público chinês. O interior segue o gosto do mercado local: sem botões no painel — com exceção do pisca-alerta. A tela central 4K ultrafina de 27 polegadas vira o centro das atenções, estendendo-se até a área do passageiro. Diferentemente do Ioniq 5, o V tem um quadro de instrumentos menor, posicionado mais distante do volante, próximo ao para-brisa.

Hyundai Ioniq V
Divulgação/Hyundai

O console central tem dois níveis. No superior, há espaço para smartphones com carregador por indução, porta-copos e um pequeno porta-objetos. Já a parte inferior é mais ampla e sem divisórias. O acabamento combina marrom e cinza.

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Apesar de ser distinto dos demais Ioniq, o V chinês utiliza a mesma plataforma E-GMP com arquitetura elétrica de 800 V. Na China, a produção será feita em parceria com a BAIC, com colaboração de outras empresas locais.

Hyundai Ioniq V
Divulgação/Hyundai

As baterias são fornecidas pela CATL, mas a capacidade não foi divulgada. A Hyundai confirma apenas que as versões de longo alcance terão autonomia de até 600 km pelo ciclo chinês CLTC, de projeções conhecidamente otimistas.

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O Ioniq V também é equipado com chips Snapdragon, da Qualcomm, assistente de IA generativa Baidu Wenxin, sistema de condução autônoma da Momenta e a plataforma de nuvem Volcano Engine, da ByteDance — todas empresas chinesas.

Hyundai Ioniq V
Divulgação/Hyundai

Por enquanto, a Hyundai ainda não divulgou potência ou motorizações do modelo, mas a plataforma também é compatível com sistemas EREV.

O Ioniq V faz parte de um investimento de 800 bilhões de yuans (cerca de US$ 1,1 bilhão), em parceria com a BAIC no mercado local. O plano prevê o lançamento de 20 modelos nos próximos cinco anos na China, com meta de atingir 500.000 unidades vendidas até 2030.

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