Horas após o anúncio de cessar-fogo entre Irã e Israel, o governo israelense ampliou sua ofensiva militar, desta vez com foco no Líbano. O primeiro-ministro Binyamin Netanyahu afirmou que a operação representa o maior ataque contra o território libanês desde o início do conflito.
Segundo autoridades locais, os bombardeios deixaram dezenas de mortos e centenas de feridos. Em resposta, Teerã sinalizou que pode abandonar o acordo de trégua caso as ações contra o Líbano não sejam interrompidas.
O país foi envolvido na guerra após ataques do Hezbollah, aliado iraniano, contra Israel. Desde então, forças israelenses passaram a atuar militarmente no sul libanês.
O Exército israelense informou que atingiu cerca de 100 alvos ligados ao grupo, incluindo áreas em Beirute, no Vale do Beqaa e no sul do país. O governo do Líbano classificou a ofensiva como um massacre, enquanto o primeiro-ministro Nawaf Salam pediu apoio internacional para conter os ataques.
O presidente libanês Joseph Aoun defendeu que o país seja incluído no acordo de cessar-fogo. Já o chanceler iraniano Abbas Araghchi denunciou a ofensiva como violação da trégua.
Enquanto isso, o Hezbollah afirmou que poderá reagir e orientou civis a não retornarem às áreas afetadas. O número de deslocados já ultrapassa 1 milhão, agravando a crise humanitária.
Diante da escalada, países como França e Espanha pediram que o Líbano também seja incluído no cessar-fogo.
O acordo havia sido anunciado após mediação do Paquistão e aceito pelo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump. A trégua prevê, entre outros pontos, a reabertura do Estreito de Hormuz e a retomada das negociações, que devem ocorrer em Islamabad nos próximos dias.