O governo da Itália descartou, nesta quinta-feira (23), qualquer possibilidade de a seleção nacional ocupar uma eventual vaga deixada pelo Irã na próxima Copa do Mundo. A reação veio após a sugestão feita por Paolo Zampolli, enviado especial dos Estados Unidos e aliado próximo de Donald Trump, ao presidente da FIFA, Gianni Infantino.
A ideia foi prontamente rejeitada por autoridades italianas. O ministro do Esporte, Andrea Abodi, afirmou que a hipótese não faz sentido e reforçou que a classificação para o torneio deve ser definida dentro de campo. A posição foi acompanhada pelo ministro da Economia, Giancarlo Giorgetti, que classificou a proposta de forma dura, dizendo considerá-la “vergonhosa” e motivo de constrangimento.
A sugestão de Zampolli havia sido revelada horas antes, em entrevista ao jornal Financial Times. Na ocasião, ele afirmou ter defendido junto a Trump e Infantino que a Itália pudesse substituir o Irã no Mundial, destacando o histórico da seleção italiana, tetracampeã da competição, como argumento para a inclusão.
Apesar da repercussão, informações divulgadas pela emissora britânica BBC Sport indicam que a FIFA não avalia retirar o Irã da Copa de 2026, mesmo diante das tensões envolvendo o país e os Estados Unidos, que já se estendem por mais de dois meses.
Em paralelo, o governo iraniano garantiu que a seleção está pronta para disputar o torneio. A equipe integra o Grupo G, ao lado de Nova Zelândia, Egito e Bélgica.