Apontada por autoridades norte-americanas como uma das principais distribuidoras ilegais de cetamina, Jasveen Sangha, de 42 anos, foi condenada a 15 anos de prisão por envolvimento na rede que forneceu a substância associada à morte do ator Matthew Perry.
A sentença foi definida nesta quarta-feira (8), em um tribunal federal dos Estados Unidos. A ré já havia admitido culpa por operar um ponto de distribuição de drogas e por fornecer cetamina em diferentes ocasiões, inclusive em situações com consequências graves.
De acordo com os promotores, a substância chegou ao ator por meio de uma cadeia de intermediários. Sangha teria vendido a droga para Erik Fleming, que repassou o material ao assistente de Perry, Kenneth Iwamasa, considerado o último elo antes da aplicação.
As investigações indicam que, em outubro de 2023, dezenas de ampolas foram comercializadas para o círculo próximo do ator. Segundo a acusação, ao menos 51 unidades foram negociadas, e Iwamasa teria aplicado múltiplas injeções no dia da morte.
Após a repercussão do caso, as autoridades afirmam que Sangha tentou se distanciar da situação. Mensagens trocadas por aplicativo indicariam tentativas de apagar rastros e orientar outros envolvidos a fazer o mesmo.
Para a acusação, a atuação da ré foi motivada por lucro e marcada por indiferença às consequências. Promotores destacaram que, mesmo após o caso ganhar notoriedade, ela teria mantido a atividade ilegal.
Além dela, outras quatro pessoas admitiram participação no esquema, incluindo Iwamasa e Fleming, além dos médicos Mark Chavez e Salvador Plasencia. As penas variam entre prisão, detenção domiciliar e medidas de supervisão.