Durante agenda em Fortaleza nesta quarta-feira (1º), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva voltou a defender os investimentos do governo federal em educação e programas sociais, destacando o impacto do programa Pé-de-Meia na permanência de estudantes no ensino médio. Na ocasião, o petista também direcionou críticas ao mercado financeiro e a setores da elite econômica.
Em tom irônico, Lula mencionou a Faria Lima ao comentar a destinação de recursos públicos. “A Faria Lima, lá em São Paulo, a ‘Avenida dos Banqueiros’, deve estar ‘puta’ comigo. O que esse Lula fica colocando R$ 18 bilhões para cuidar de filho de pobre na escola, se esse dinheiro poderia estar aqui no banco rendendo pra gente ficar mais rico?”, disse.
O presidente afirmou que cerca de R$ 18,6 bilhões já foram direcionados ao programa e reforçou que o valor deve ser entendido como investimento, não como despesa. “Quando se tratar de educação, não se fala em gasto, se fala em investimento, porque a educação é o melhor investimento que o país pode fazer para melhorar a possibilidade do seu povo”, declarou.
Ao abordar a ampliação do acesso ao ensino, Lula defendeu políticas públicas voltadas à redução de desigualdades sociais e à promoção de oportunidades mais equilibradas. “Estamos apenas abrindo uma porta para que o filho do trabalhador e a filha da empregada doméstica tenham a mesma chance de disputar uma vaga com qualquer outra pessoa neste país”, afirmou.
O evento também foi marcado por manifestações de opositores durante os discursos. O governador do Ceará, Elmano de Freitas, reagiu às interrupções e fez críticas ao ex-presidente Jair Bolsonaro. “Tchau, tchau. Já vai tarde, (Jair) Bolsonaro”, disse, sendo aplaudido por apoiadores.
Outro momento de destaque foi a fala do ministro da Educação, Camilo Santana, que se emocionou durante a cerimônia. Lula elogiou o aliado e afirmou que seu trabalho à frente da pasta é tão relevante que “não teria dinheiro para pagar”.
Além das declarações, o presidente incentivou a participação da população no debate político, defendendo que pessoas comprometidas com a ética permaneçam ativas na vida pública.