Orbán reconhece derrota após 16 anos governando a Hungria

Em pronunciamento dirigido a seus apoiadores, Orbán admitiu o resultado e classificou o desfecho como difícil

Após 16 anos consecutivos à frente do governo da Hungria, o primeiro-ministro Viktor Orbán reconheceu a derrota nas eleições realizadas neste domingo (12/4), vencidas por Peter Magyar.

Em pronunciamento dirigido a seus apoiadores, Orbán admitiu o resultado e classificou o desfecho como difícil. “O resultado da eleição é claro e doloroso”, afirmou.

No poder desde 2010, o líder húngaro construiu sua trajetória política com apoio de figuras internacionais como o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, e o presidente da Rússia, Vladimir Putin. Ele também mantém proximidade com o ex-presidente brasileiro Jair Bolsonaro.

Durante visita a Budapeste em 2022, Bolsonaro chegou a se referir a Orbán de forma afetuosa. “Prezado Orbán, trato como irmão, dada a afinidade que temos na defesa dos nossos povos”, declarou na ocasião.

Ao longo de sua gestão, Orbán transformou a Hungria em um ponto de encontro frequente para líderes da direita internacional.

Do outro lado da disputa, Peter Magyar — que deve assumir o cargo de primeiro-ministro — já integrou o grupo político de Orbán, mas rompeu com o antigo aliado para desafiá-lo nas urnas.

Magyar fez campanha com promessas de combate à corrupção, recuperação econômica e inclusão da comunidade roma, além de defender a liberação de recursos da União Europeia bloqueados por preocupações relacionadas ao Estado de direito no país.