Ovo ou barra? Diferença de preço na Páscoa pode passar de 100%

A pesquisa foi realizada presencialmente nos dias 18 e 19 de março

Quem pretende comprar chocolate na Páscoa em São Paulo pode se deparar com diferenças expressivas de preço — especialmente dependendo do formato escolhido. Um levantamento do Procon-SP aponta que o consumidor pode pagar mais que o dobro ao optar por ovos de Páscoa em vez de tabletes.

Na comparação por quilo, os dados evidenciam essa disparidade: enquanto os tabletes apresentam preço médio de R$ 131,49, os ovos de Páscoa chegam a R$ 291,48 na versão sem brinquedos e podem alcançar R$ 599,36 quando incluem brindes.

A pesquisa foi realizada presencialmente nos dias 18 e 19 de março, em dez grandes redes varejistas da capital paulista, distribuídas por diferentes regiões. O estudo também identificou variações significativas de preços entre os estabelecimentos, reforçando a importância de pesquisar antes de efetuar a compra.

Entre os exemplos, um ovo de Páscoa da Nestlé, modelo Surpresa Dinossauro (204g), apresentou diferença de até 72%, sendo encontrado entre R$ 49,99 e R$ 85,98. Já no caso dos tabletes de chocolate da marca Garoto (80g), a variação chegou a 100%, com preços entre R$ 5,99 e R$ 11,99.

Ao todo, o Procon-SP analisou 162 itens, divididos em nove categorias típicas do período, como ovos de chocolate, bombons, tabletes, bolos de Páscoa, azeites, azeitonas, pescados e legumes. Para entrar no levantamento, os produtos precisavam estar disponíveis em pelo menos três dos estabelecimentos visitados.

Os maiores aumentos de preço foram registrados entre os legumes, com destaque para a cebola, que apresentou variação de até 233,78%. Em seguida aparecem as azeitonas (até 181,04%) e os pescados in natura, com diferenças que chegam a 157,82%. Já os azeites tiveram a menor oscilação, de até 47,98%.

O estudo também comparou os preços de 136 produtos entre 2025 e 2026, indicando que os reajustes ficaram acima da inflação no período. Em média, os itens analisados tiveram alta de 11,16%, enquanto o IPCA foi de 3,81%.

No segmento de chocolates, o aumento foi ainda mais significativo: os tabletes ficaram 31,66% mais caros, os bombons subiram 16,28% e os ovos de Páscoa registraram alta de 13,64%.

Além da capital, o Procon-SP realizou levantamentos semelhantes em outras 11 cidades do estado, com o objetivo de mapear o comportamento dos preços no comércio varejista e alertar os consumidores sobre a importância da pesquisa antes da compra.

O órgão ressalta que os valores refletem o período da coleta e podem sofrer alterações conforme promoções, estoques e políticas comerciais adotadas pelos estabelecimentos.