O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, fez uma declaração contundente nesta segunda-feira (13) ao afirmar que embarcações iranianas que tentarem atravessar o bloqueio no Estreito de Ormuz poderão ser destruídas. Segundo ele, a operação militar teve início às 11h, no horário de Brasília.
Em publicação nas redes sociais, Trump reforçou o tom de ameaça ao alertar sobre possíveis ações contra qualquer tentativa de violação da medida. Ele chegou a mencionar ataques anteriores contra a frota iraniana. “A Marinha do Irã jaz no fundo do mar, completamente destruída – 158 navios. O que não atingimos foi o pequeno número de seus chamados ‘navios de ataque rápido’, pois não os consideramos uma grande ameaça”, declarou.
O presidente também afirmou que qualquer aproximação de embarcações iranianas ao bloqueio será respondida de forma imediata. “Aviso: Se algum desses navios se aproximar do nosso BLOQUEIO, será imediatamente ELIMINADO, usando o mesmo sistema de eliminação que usamos contra os traficantes de drogas em barcos no mar”, completou.
A posição da Casa Branca foi reforçada por meio de canais oficiais, reiterando a decisão de manter o bloqueio na região.
A medida foi anunciada pelo Comando Central dos Estados Unidos (Centcom) após o fracasso das negociações para um cessar-fogo no Oriente Médio. Representantes dos Estados Unidos, Israel e Irã chegaram a se reunir no Paquistão, mas não conseguiram chegar a um acordo, principalmente devido ao impasse envolvendo o programa nuclear iraniano.
De acordo com o Centcom, a restrição será aplicada a embarcações de qualquer nacionalidade que tenham ligação com portos iranianos, incluindo áreas costeiras no Golfo Pérsico e no Golfo de Omã.
O Estreito de Ormuz é considerado um ponto estratégico para o comércio global, já que cerca de 20% do petróleo mundial passa pela região. Nos últimos meses, o Irã já vinha impondo limitações à navegação, especialmente após o aumento das tensões no conflito.
A escalada no controle da rota marítima e o aumento das restrições têm gerado instabilidade no cenário internacional, além de pressionar os preços do petróleo e aumentar o receio de desabastecimento.