Um equipamento desenvolvido no Brasil ganhou espaço em uma das missões mais ambiciosas da atualidade. Astronautas da NASA utilizaram, durante a missão Artemis II, um dispositivo criado por pesquisadores da Universidade de São Paulo para monitorar o funcionamento do corpo humano no espaço.
O aparelho, conhecido como actígrafo, é usado no pulso e permite acompanhar padrões de sono, movimentação corporal e níveis de exposição à luz. A tecnologia tem papel importante em estudos sobre ritmos biológicos, contribuindo para análises nas áreas de saúde, neurociência e comportamento humano.
O projeto foi desenvolvido na Escola de Artes, Ciências e Humanidades da USP, sob coordenação do professor Mario Pedrazzoli, com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo. Posteriormente, o equipamento passou por aprimoramentos com apoio externo.
Embora tenha aparência semelhante à de relógios inteligentes, o dispositivo possui finalidade científica e é amplamente utilizado em pesquisas ligadas à cronobiologia, campo que investiga os ciclos naturais do organismo.
A missão Artemis II marcou um passo importante na retomada da exploração lunar tripulada após décadas. A equipe, formada por Reid Wiseman, Victor Glover e Christina Koch, da NASA, além de Jeremy Hansen, da Agência Espacial Canadense, permaneceu cerca de dez dias no espaço antes de retornar com segurança ao Oceano Pacífico, próximo à costa de San Diego, nos Estados Unidos.
Após o retorno, os astronautas passaram a ser acompanhados por equipes médicas, enquanto a missão foi considerada bem-sucedida. A próxima etapa do programa já está prevista para os próximos anos.