Teste: novo VW Tiguan R-line está bem mais rápido e até mais econômico com 272 cv
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Teste: novo VW Tiguan R-line está bem mais rápido e até mais econômico com 272 cv
Lembra-se de quando a primeira geração do VolkswagenTiguan chegou ao Brasil, em 2009, como um SUV do Golf? O Tiguan cresceu muito desde então (só o entre-eixos passou de 2,60 m para 2,79 m), mas esta terceira geração tenta recuperar as boas qualidades daqueles tempos.
Foi a segunda geração que mudou tudo. O Tiguan Allspace chegou em 2018 com sete lugares e com até 220 cv, saiu de linha em 2021 e retornou no final de 2023 com potência reduzida a 186 cv e só com tração dianteira.
–Fernando Pires/Quatro Rodas
Só nesta terceira geração o SUV volta a ser vendido no Brasil com apenas cinco lugares e com um merecido ganho de potência. O motor 2.0 TSI da família EA888 (mesma da primeira geração) está em sua quinta geração e entrega 272 cv e 35,7 kgfm – é a mesma configuração presente no Audi A5 – e supera os 245 cv do Golf GTI.
O câmbio é o automático de oito marchas da japonesa Aisin, que o Tiguan já usava antes, mas a tração 4Motion, com diferencial central Haldex, está de volta. Com ele, a força do motor é distribuída entre as quatro rodas sob demanda. E isso faz uma grande diferença em um SUV deste porte.
–Fernando Pires/Quatro Rodas
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Dada a relevância da evolução mecânica do SUV, podemos começar pelos resultados disso. Agora com 86 cv e 5 kgfm a mais, o Tiguan chega aos 100 km/h em 7,6 s, o que representa uma melhora e tanto na comparação com os 10,1 s que medimos no modelo antigo.
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O antigo motor era focado em eficiência, funcionava em ciclo Miller. O novo funciona em ciclo Otto, entrega toda sua força quase imediatamente após o primeiro toque no acelerador e ganha giro rápido, de forma extremamente linear e sem passar vibração para a cabine. Parece que tantas evoluções tornaram este 2.0 turbo muito mais suave e responsivo.
–Fernando Pires/Quatro Rodas
O câmbio automático de oito marchas faz suas trocas no momento certo quase sempre. Na ânsia por escalar a marcha certa, acontece de reduzir mais marchas que o necessário em retomadas, avançando logo para a marcha seguinte. Quando em modo Sport, porém, o motor passa a trabalhar sempre “cheio” e seu ronco, ou as frequências mais graves deles, se fazem mais presentes na cabine – e não há problema nenhum nisso.
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–Fernando Pires/Quatro Rodas
O escalonamento de marchas longo e a aerodinâmica podem explicar uma melhora significativa no consumo rodoviário, de 12,5 para 13,4 km/l nesta nova geração. O consumo urbano, porém, piorou discretamente, de 9,6 para 9 km/l. Em todas as medições de ruído, porém, o Tiguan revelou estar mais ruidoso. Veja abaixo a comparação com a geração anterior:
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Teste Quatro Rodas – Volkswagen Tiguan
Aceleração
Tiguan 2024
Tiguan 2027
0 a 100 km/h
10,1 s
7,6 s
0 a 1.000 m
31,3 s – 171 km/h
27,98 s – 196,45 km/h
Velocidade máxima*
215 km/h
não informado
Retomadas
D 40 a 80 km/h
4,4 s
3,2 s
D 60 a 100 km/h
5,7 s
3,9 s
D 80 a 120 km/h
6,7 s
4,9 s
Frenagens
60/80/120 km/h a 0
14/24,7/56 m
14,7/25,9/58,9 m
Consumo
Urbano
9,6 km/l
9,0 km/l
Rodoviário
12,5 km/l
13,4 km/l
Ruído interno
Neutro/RPM máx.
35,1/58,1 dBA
39,1/58,8 dBA
80/120 km/h
54,4/61,2 dBA
64,3/67,2 dBA
Aferição
Velocidade real a 100 km/h
97 km/h
97 km/h
Rotação do motor a 100 kmh
1.500 rpm
1.600 rpm
Volante
2,5 voltas
2,5 voltas
SEU Bolso
Preço básico
R$299.990
Garantia
3 anos
3 anos
*Dado de fábrica
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A combinação de direção rápida e suspensão firme na medida certa, que sempre foram uma marca do Tiguan, permanecem nesta nova geração. O SUV contorna as curvas com precisão, também ajudado pela tração integral. O mais interessante é que, mesmo com 1.820 kg, o Tiguan R-Line parece leve. Esta, aliás, é uma vantagem frente aos concorrentes híbridos.
O novo Volkswagen Tiguan é enviado do México para o Brasil apenas na versão R-Line e custa a partir de R$ 299.990. Na prática. custa o mesmo que um BYD Song Plus Premium e é um pouco mais caro que um GWM Haval H6 PHEV35 (R$ 289.000), ambos híbridos plug-in e que também têm tração nas quatro rodas. O Tiguan é um dos poucos carros das marcas tradicionais que têm o mesmo porte dos SUVs chineses – são 4,69 m de comprimento no total.
As mudanças que você vê
–Fernando Pires/Quatro Rodas
O design e as proporções do novo Tiguan são bem diferentes. O carro ficou mais largo e a nova identidade de design da Volks valoriza isso com os para-lamas mais encorpados e os faróis (de led e matriciais, que se adaptam às condições de trânsito) com formato hexagonal, que continuam interligados por uma barra iluminada. Mas agora tanto o logotipo dianteiro quanto o traseiro também são iluminados, porque as lanternas também foram unificadas. Estas ainda têm três animações diferentes de boas-vindas, que podem ser escolhidas pelo motorista.
–Fernando Pires/Quatro Rodas
A cabine do novo Tiguan mostra que pode existir, sim, certo revanchismo contra os chineses. Foram generosos ao colocar uma central de 15” polegadas no meio do painel, que é decorado por uma faixa imitando madeira e por outra de vinil, com toque macio.
–Fernando Pires/Quatro Rodas
O Tiguan não só tem iluminação ambiente como vai além: as luzes podem mudar de cor e intensidade de acordo com o modo de condução, por meio da seleção de “ambiente” – um conjunto de configurações que usa até a equalização do sistema de som para adequar o carro ao humor do motorista – e até como forma de alerta: ao entrar no carro ou ao acelerar, elas emitem um tipo de padrão e se uma criança tentar abrir a porta traseira, por exemplo, elas piscam um padrão de emergência.
O mesmo nível de personalização é encontrado no quadro de instrumentos digital de 10,25 polegadas, com diversos modos de exibição e que pode exibir funções do ADAS e até o mapa de navegação.
–Fernando Pires/Quatro Rodas–Fernando Pires/Quatro Rodas
A posição de dirigir continua ótima, mas o motorista dirige mais alto e mais recuado no carro do que antes. Desta forma, a sensação de amplitude da cabine aumentou. Os bancos dianteiros têm aquecimento, ventilação, ajustes elétricos e função de memória, itens que os rivais chineses estão popularizando isso.
–Fernando Pires/Quatro Rodas
No geral, a ergonomia é boa: só mesmo o seletor de marcha, que é uma haste giratória herdada dos elétricos da marca, que causa estranheza nos primeiros dias. Se a haste se movimentasse para cima e para baixo, como em outros carros, passaria batido.
–Fernando Pires/Quatro Rodas
Um outro inconveniente é que o Volkswagen Tiguan continua sem auto-hold, ou seja, não mantém o freio pressionado em paradas. Desde que o SUV passou a usar o câmbio automático de oito marchas, esta função não está disponível.
O teto solar panorâmico e as rodas de liga leve de 19 polegadas fazem parte do pacote padrão da versão R-Line. Não há equipamentos opcionais, mas existe a opção de teto preto (R$ 3.970) para as cores cinza e azul, que é perolizado. Para algumas cores, como o preto e o cinza, o revestimento do painel, das portas e dos bancos é caramelo, em substituição ao preto e cinza do carro das fotos.
–Fernando Pires/Quatro Rodas
No contexto atual, o Volkswagen Tiguan R-Line é o SUV certo para aqueles que buscam um carro potente e prazeroso ao volante, e que ainda resistem a comprar um híbrido. E isso faz sentido, porque os híbridos na faixa de preço dele, ainda que venham a ser mais potentes e rápidos que ele, não são tão envolventes.