Trump volta a atacar Papa e amplia críticas à OTAN em nova declaração

O líder norte-americano fez novas críticas ao Papa Leão XIV e ampliou os ataques à Organização do Tratado do Atlântico Norte

As declarações recentes do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltaram a gerar repercussão internacional nesta quarta-feira. O líder norte-americano fez novas críticas ao Papa Leão XIV e ampliou os ataques à Organização do Tratado do Atlântico Norte.

Em publicação na rede Truth Social, Trump mencionou a situação no Irã, afirmando que milhares de manifestantes teriam sido mortos e criticando a postura do pontífice diante do tema. Em seguida, voltou-se contra a OTAN, dizendo que a aliança não oferece apoio aos Estados Unidos.

As críticas ao Papa não são inéditas. Em entrevista ao jornal italiano Corriere della Sera, concedida anteriormente, o presidente já havia questionado o posicionamento do líder religioso sobre conflitos internacionais, alegando que ele não compreenderia o cenário no Irã.

Nos últimos dias, Trump intensificou o tom ao comentar temas como segurança, política externa e religião, incluindo críticas diretas ao pontífice. Em uma das declarações, afirmou discordar da postura do Papa em relação a questões envolvendo armas nucleares e segurança global, além de citar diferenças de visão sobre decisões tomadas por seu governo.

O presidente também fez comentários sobre a origem do atual Papa, sugerindo que sua escolha teria relação com o contexto político dos Estados Unidos. Além disso, criticou encontros do pontífice com figuras políticas e afirmou que ele deveria focar mais em questões religiosas do que em temas políticos.

Em resposta, o Papa Leão XIV afirmou que seguirá defendendo a paz e a reconciliação, destacando que sua missão é baseada nos princípios do Evangelho. O líder religioso também indicou que não pretende entrar em confrontos diretos.

As declarações de Trump ainda se estenderam à primeira-ministra da Itália, Giorgia Meloni. O presidente demonstrou insatisfação com a posição do país europeu em relação ao conflito com o Irã, especialmente quanto à decisão de não se envolver diretamente.

Ao comentar o apoio internacional, Trump voltou a criticar a OTAN, classificando a aliança como pouco efetiva diante das demandas dos Estados Unidos. Ele também fez críticas mais amplas à Europa, apontando divergências em políticas de imigração e energia, além de reforçar a dependência do continente em relação aos norte-americanos em questões estratégicas.