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Veto de China e Rússia impede ação internacional no estreito de Hormuz

Por Brasil Direto

A tentativa de ampliar a segurança no estreito de Hormuz sofreu um revés nesta terça-feira (7), após China e Rússia bloquearem, no Conselho de Segurança da ONU, uma proposta que autorizava o uso da força para garantir a navegação comercial na região. O corredor marítimo permanece fechado pelo Irã desde o início do conflito envolvendo Estados Unidos e Israel.

Apresentada pelo Bahrein, a resolução buscava proteger uma das rotas mais estratégicas do planeta, responsável pelo escoamento de cerca de 20% do petróleo e do gás natural liquefeito consumidos globalmente.

Mesmo após ajustes no texto — incluindo a retirada de menções mais diretas à obrigatoriedade da medida — a iniciativa não conseguiu superar a resistência dos membros permanentes. Para ser aprovada, a proposta precisava de ao menos nove votos favoráveis e nenhum veto. Apesar de ter recebido apoio majoritário, com 11 países votando a favor e duas abstenções, o posicionamento de Pequim e Moscou impediu o avanço.

Após a decisão, o chanceler do Bahrein, Abdullatif bin Rashid Al Zayani, manifestou insatisfação e destacou a preocupação dos países do Golfo com o impacto da rejeição.

Enquanto isso, o conflito no Oriente Médio entra em sua sexta semana, elevando a pressão sobre os mercados globais de energia. A continuidade do bloqueio no estreito pode agravar a escassez de combustíveis e elevar custos em diversos países.

Em paralelo, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, intensificou o tom das declarações contra o governo iraniano. Em publicação na rede Truth Social, afirmou que uma escalada militar pode ter consequências devastadoras. “Uma civilização inteira morrerá esta noite, para nunca mais ser ressuscitada. Eu não quero que isso aconteça, mas provavelmente acontecerá”, escreveu.

Trump também estabeleceu um prazo até as 21h (horário de Brasília) para que o Irã reabra o estreito. Caso contrário, afirmou que ataques poderão atingir estruturas estratégicas do país. “Todas as pontes e todas as usinas de energia” seriam destruídas, segundo o presidente.

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