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Zelensky impõe novas sanções e acusa Rússia de retirar crianças de áreas ocupadas

Por Brasil Direto

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Em reunião com líderes europeus, Zelensky cobra unidade por paz

O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou a adoção de novas medidas punitivas contra alvos ligados à Rússia, incluindo 23 embarcações associadas à chamada “frota fantasma” e indivíduos acusados de participação na retirada forçada de crianças ucranianas de áreas ocupadas durante o conflito.

Segundo Zelensky, a primeira leva de sanções mira diretamente pessoas envolvidas no que classificou como “deportação” de menores oriundos de regiões sob controle russo no leste e sudeste do país, prática que, de acordo com ele, rompe vínculos familiares e apaga a identidade das vítimas. “Entre os sancionados estão funcionários do sistema estatal russo, colaboradores no território temporariamente ocupado e propagandistas”, afirmou o presidente em publicação nas redes sociais.

Outro pacote anunciado pelo governo ucraniano tem como foco navios cargueiros utilizados por Moscou para driblar restrições internacionais impostas ao petróleo russo. As medidas, segundo Zelensky, foram articuladas em conjunto com países aliados de Kiev.

O líder ucraniano também alertou para tentativas do governo russo de enfraquecer acordos estratégicos firmados pela Ucrânia com nações do Oriente Médio e da região do Golfo, especialmente aqueles voltados ao desenvolvimento de tecnologias de drones. Na avaliação dele, o Kremlin considera a capacidade ucraniana de atrair investimentos estrangeiros como um obstáculo relevante e busca dificultar esse avanço.

Zelensky ainda mencionou a ampliação da presença de forças russas em países africanos, apontando riscos de instabilidade internacional. “A expansão dessa atividade militar russa pode inevitavelmente levar à modernização e ao fortalecimento das organizações terroristas, ao crime transfronteiriço e à instabilidade em regiões migratórias de importância fundamental no mundo”, declarou, defendendo uma atuação conjunta entre aliados para enfrentar esse cenário.

O conflito entre Rússia e Ucrânia teve início em fevereiro de 2022, quando Rússia lançou uma ofensiva militar sob a justificativa de proteger populações pró-russas e combater o que chamou de “desnazificação” do território vizinho. Desde então, a guerra já provocou milhares de mortes e destruição em larga escala.

Nos últimos meses, ataques aéreos russos têm atingido cidades e estruturas estratégicas ucranianas, enquanto Kiev responde com ações direcionadas a alvos militares russos, inclusive na Crimeia, anexada por Moscou em 2014.

No campo diplomático, a Rússia mantém resistência a um cessar-fogo duradouro e condiciona o fim do conflito à cessão de territórios por parte da Ucrânia, incluindo as regiões de Donetsk, Lugansk, Kherson e Zaporijia, além da Crimeia, e à desistência de ingresso na OTAN. As exigências são rejeitadas por Kiev, que defende a interrupção dos combates como passo inicial para qualquer negociação e busca garantias internacionais de segurança.

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