Alta do petróleo e tensão com Irã elevam cautela nos mercados globais

Com o aumento das incertezas internacionais, o mercado brasileiro também sentiu os efeitos

Os mercados financeiros operaram sob maior tensão nesta quinta-feira (21), refletindo a valorização do dólar e a alta dos rendimentos dos títulos do Tesouro americano, os chamados Treasuries. O movimento foi impulsionado principalmente pela disparada do petróleo, que reacendeu preocupações sobre inflação global e possíveis impactos na economia dos Estados Unidos.

O clima de cautela ganhou força após informações divulgadas pela Reuters apontarem que o líder supremo do Irã, Mojtaba Khamenei, teria determinado que o urânio enriquecido próximo ao nível necessário para armamento nuclear permaneça no país. A posição contraria exigências feitas pelo governo americano durante negociações diplomáticas mediadas pelo Paquistão.

Com o aumento das incertezas internacionais, o mercado brasileiro também sentiu os efeitos. O Ibovespa futuro registrou queda de 0,49%, aos 177 mil pontos, acompanhando o ambiente de maior aversão ao risco nos mercados globais.

No cenário político brasileiro, a pré-campanha presidencial do senador Flávio Bolsonaro sofreu nova mudança após a saída do coordenador de comunicação Marcello Lopes. O posto passou a ser ocupado pelo publicitário Eduardo Fischer. A troca ocorreu após a repercussão envolvendo o pedido de recursos milionários feito ao empresário Daniel Vorcaro para financiar um filme sobre Jair Bolsonaro.

Enquanto isso, dados divulgados pela Organização para Cooperação e Desenvolvimento Econômico mostraram aceleração moderada do crescimento econômico no primeiro trimestre de 2026.

Na Europa, o Banco Central Europeu também elevou o tom de preocupação com a inflação. O dirigente Olli Rehn afirmou que a instituição poderá aumentar os juros para preservar sua credibilidade diante da alta nos preços dos combustíveis causada pelos conflitos internacionais.