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BYD Dolphin SE 2026 resolve problemas por R$ 10.000 a mais, mas vale a pena?

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BYD Dolphin SE 2026 resolve problemas por R$ 10.000 a mais, mas vale a pena?

Se hoje o BYD Dolphin Mini lidera as vendas no varejo, é porque há três anos o Dolphin GS levou as vendas de carros elétricos a patamares nunca antes vistos. Mas a popularidade da versão de 95 cv caiu após o lançamento do Mini e a versão Plus (184 cv) nunca foi popular – os que restam nas lojas foram fabricados em 2024. A BYD garante que eles não saem de linha, mas o lançamento do Dolphin Special Edition por R$ 159.990 acaba com a razão de eles existirem como são hoje.

BYD Dolphin Special Edition RESOLVE PROBLEMAS por R$ 10.000 a mais, mas vale a pena?

O “Special Edition” (ou SE) custa R$ 10.000 a mais que o GS (R$ 149.990) e quase R$ 25.000 a menos que o Plus (R$ 184.800), mas tem quase tudo que há de melhor na linha. A distinção no nome pode ser apenas um meio de justificar o design atualizado antes dos demais.

A renovação visual é reconhecida pelos faróis, agora menores e com formato orgânico, pelo para-choque com tomada de ar nas laterais e, na traseira, pelas novas lanternas com base ondulada e pelo para-choque com lentes refletivas na horizontal.

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Parece o Dolphin de antes? Este é 15,5 cm maiorFernando Pires/Quatro Rodas

Pode não parecer, mas o Dolphin SE é 15,5 cm mais comprido que o GS, totalizando 4,28 m. É herança da estrutura do Dolphin Plus (que tem 4,29 m), que também empresta a suspensão traseira independente do tipo multilink, substituindo o eixo de torção.

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Nem com a frente mais comprida, que favorece a segurança do elétrico e dos pedestres, em caso de acidente, a BYD passou a aproveitar o espaço vazio sob o capô com um compartimento de carga extra. As demais medidas são as mesmas de antes: 1,77 m de largura, 1,57 m de altura e 2,70 m de distância entre-eixos, preservando o bom espaço interno. O porta-malas acomoda 250 litros.

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Lanternas iluminam até o “BYD”, inscrição que só aparece uma vezFernando Pires/Quatro Rodas

O novo interior coloca as demais versões do BYD Dolphin no passado. Além de o acabamento ser todo preto, deixando para trás as partes em cinza-claro com laranja e bege, está mais funcional. Primeiro, eliminou-se a prateleira no meio do painel. Depois, o seletor de marcha rotativo foi para a coluna de direção, solução bem–vinda. E os botões que ali ficavam desceram para o novo console e têm outra abordagem: os modos de condução foram concentrados em um único seletor e o ajuste do volume do som continua giratório e sem risco de esbarrões. As visualizações de todos eles à noite, porém, continua ruim.

A boa novidade do console é que colocaram uma base de carregamento sem fio (de 50 W), um local para deixar o smartphone em pé sem cair e novos porta-copos, que podem ser usados simultaneamente sem problemas (ao contrário do que acontece nas outras versões).

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Novo painel é mais funcional e, finalmente, todo pretoFernando Pires/Quatro Rodas
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O volante tem algumas mudanças, como um botão personalizável para cada mão. Pena que a personalização seja limitada entre mudar a fonte do sistema de som, mudar o som e definir a casa do proprietário como destino do navegador.

A central multimídia segue com 12,8 polegadas e perdeu a capacidade de girar – o que não faz a menor diferença no uso –, mas ganhou conexão 5G (a BYD só habilita o 4G, porém), enquanto o quadro de instrumentos digital cresceu de 5 para 8,8 polegadas e tornou-se capaz de mostrar o mapa do Google Maps. Isso porque a multimídia passou a contar com o Sistema Automotivo do Google, permitindo baixar aplicativos. Só não foi possível espelhar mapas do Android Auto, como faz o Atto 8.

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As abas nos porta-copos evitam movimentos. Este é o primeiro Dolphin com saída de ar traseira e mapa nos instrumentosFernando Pires/Quatro Rodas

Uma diferença também diz respeito ao ar-condicionado, que é automático e tem duas zonas de temperatura no Dolphin SE, enquanto nos demais há uma zona só.

Era tudo mato  

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Os bancos dianteiros são completamente diferentes. Além de o do motorista ter ajuste elétrico, o encosto de cabeça é separado e a densidade das espumas aumentou, melhorando a sustentação do corpo dos passageiros e, também, o conforto.

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Fernando Pires/Quatro Rodas

Em relação aos equipamentos, o SE traz ADAS de nível 2, com piloto automático adaptativo, alerta de colisão frontal e traseira, alerta de mudança de faixa e de tráfego cruzado, frenagem de emergência, assistência de permanência em faixa, farol alto inteligente e detecção de ponto cego. Ou seja, são os itens de segurança do Dolphin Plus, agora mais acessíveis. O que o Plus tem e o SE não tem é o teto solar panorâmico. O SE, por outro lado, é o primeiro Dolphin com saída de ar-condicionado dedicada para o banco traseiro.

 

Se tudo era mato quando o BYD Dolphin chegou por aqui, hoje a concorrência se multiplica mês a mês. Além do GWM Ora 03 e do Geely EX2 Max, os GAC Aion UT e MG 4 Urban estão prestes a ser lançados. Os preços podem variar, mas os consumidores são os mesmos.

byd dolphin SE 2027
Fernando Pires/Quatro Rodas
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Com mais tempo de mercado, o que o Dolphin poderia fazer era amadurecer sua oferta e fortalecer seus argumentos. Mais forte, pelo menos, ele ficou: o Dolphin SE usa o mesmo conjunto de motor e bateria do Yuan Pro. Quer dizer que seu motor elétrico tem 177 cv e 29,6 kgfm – um ganho de 82 cv e 11,3 kgfm, praticamente um Dolphin Mini.

 

 

A bateria aumenta de 44,5 kWh para 45,1 kWh, mas o grande ganho está na potência de recarga, que aumenta de 65 para 80 kW, para aproveitar melhor os carregadores rápidos. O Dolphin Plus segue com exclusividade sobre a boa bateria de 60,4 kWh.

byd dolphin SE 2027
Banco do motorista ganhou ajustes elétricosFernando Pires/Quatro Rodas

A autonomia homologada junto ao Inmetro é de 272 km, um alcance 19 km menor que o do Dolphin GS. Considerando o ganho na potência, é quase nada – ainda mais se o Yuan Pro consegue 250 km com o mesmo conjunto. Não se usa toda a potência disponível no dia a dia, mas há uma notável evolução na forma como o Dolphin SE dosa sua força mediante a pressão no acelerador.

A maior precisão evita destracionamentos e não dá a sensação de estar mais fraco. Muito pelo contrário, porque o modo de condução Eco é bem suficiente para ser usado a todo tempo. E o Sport é um exagero. Há o modo Normal como meio-termo e o modo Snow, para pisos escorregadios.

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byd dolphin SE 2027
Bancos traseiros estão mais confortáveisFernando Pires/Quatro Rodas

E é mesmo no dia a dia que o Special Edition mostra a maturidade que alcançou. A suspensão molenga, que até pendula na longitudinal, ficou para a versão GS. Este novo acerto garante um rodar sólido, mais firme até que o da versão Plus. Ainda existe o risco de ter batidas secas em lombadas ou em distenções muito rápidas, mas está muito mais agradável. É até curioso, devido ao costume de dirigir o GS do Longa Duração, esperar oscilações e instabilidades que esse carro não tem.

Outra diferença notável ao volante (literalmente) é a resposta mais rápida da direção. É preciso virar menos o volante nas curvas, o que é bom. Ruim é que a sensibilidade está ainda menor do que antes e o peso emulado pelo modo esportivo não é suficiente para mudar isso. Volantes de videogame costumam proporcionar uma sensação melhor.

byd dolphin SE 2027
Porta-malas segue com 250 litros e estepeFernando Pires/Quatro Rodas

O desempenho melhorou bastante. Se o Dolphin de 95 cv precisava de 12,3 s para chegar aos 100 km/h, este, com 177 cv de potência, gastou apenas 8,1 s, na mesma prova. É apenas 0,8 s mais lento que o Plus, com 184 cv. Isso não é nada mal, considerando que o consumo urbano caiu de 8,4 km/kWh para 7,5 km/kWh, enquanto o rodoviário se manteve relativamente estável ao passar de 7,5 para 7,2 km/kWh. Há mais força disponível sem que isso diminua tanto a autonomia.

Uma bateria maior, na casa dos 50 kWh, seria bem-vinda para justificar os R$ 159.990 frente aos concorrentes mais baratos. Mesmo assim, o BYD Dolphin SE demonstrou uma evolução enorme. Dá para afirmar que, ao menos pelos preços de tabela, não faz mais sentido comprar os Dolphin GS e Dolphin Plus. O Dolphin SE é o melhor de todos.

byd dolphin SE 2027
BYD não aproveita o espaço livre na dianteiraFernando Pires/Quatro Rodas

Veredicto Quatro Rodas

Seja ele um teste ou uma resposta à concorrência, o Dolphin Special Edition é, certamente, o melhor Dolphin disponível no Brasil. Resta saber o que a BYD vai fazer com as demais versões a partir de agora.

Avaliação

CONSTRUÇÃO E ACABAMENTO

O Dolphin tem um acabamento sólido e bem feito. Há algumas partes em vinil no painel e nas portas, sempre pretos na versão Special Edition.

TECNOLOGIA

Houve uma boa evolução, ainda que falte à BYD tirar melhor proveito do 5G e da conexão sem fio com Android Auto e Apple CarPlay.

VIDA A BORDO
Espaço interno nunca foi um problema para o Dolphin, mas o porta-malas continua acanhado, por levar um estepe temporário. Agora há saída de ar para o banco traseiro.

RENDIMENTO

O motor mais potente melhorou o desempenho sem prejudicar muito o consumo da bateria. E a maior potência de recarga diminui o tempo de parada.

COMPORTAMENTO DINÂMICO

Perto do que era, o Dolphin SE é candidato a ser o BYD com a suspensão mais adequada ao asfalto brasileiro.

★★

SEGURANÇA

Seis airbags, pacote completo de ADAS e sistema de câmeras 360° garantem um bom pacote. Continua sem sensor de estacionamento dianteiro.

SEU BOLSO

Não é que R$ 159.990 seja barato, é que compensa muito inteirar os R$ 10.000 no preço da versão GS. Os concorrentes ainda custam menos. 

Ficha Técnica

Motor: elétrico; diant., 177 cv, 29,6 kgfm
Câmbio: aut., 1 marcha, tração dianteira
Bateria: fosfato de ferro-lítio (LFP), 45,1 kWh; recarga máx., 6,6 kW (AC), 80 kW (DC)
Direção: elétrica, 10,4 m (diâm. de giro)
Suspensão: McPherson (diant.), multilink (tras.)
Freios: disco vent. (diant.), disco sólido (tras.)
Pneus: 205/50 R17
Dimensões:
compr., 428 cm; larg., 177 cm; alt., 157 cm; entre-eixos, 270 cm; porta-malas, 250 l; peso, 1.485 kg; vão livre do solo, 12 cm

Teste Quatro Rodas

Aceleração
0 a 100 km/h 8,1 s
0 a 1.000 m 29,85 s / 166,5 km/h
Velocidade máxima 160 km/h*
Retomadas
D 40 a 80 km/h 3,1 s
D 60 a 100 km/h 4,3 s
D 80 a 120 km/h 6,1 s
Frenagens
60/80/120 km/h a 0 14,2/25,2/58,9 m
Consumo
Urbano 7,5 km/kWh
Rodoviário 7,2 km/kWh
Ruído interno
Neutro/RPM máx. – / – dBA
80/120 km/h 66,2 / 70,6 dBA
Aferição
Velocidade real a 100 km/h 98 km/h
Rotação do motor a 100 km/h  
Volante 2,7 voltas
SEU Bolso
Preço básico R$ 159.990
Garantia 6 anos

Condições de teste: alt. 660 m; temp., 27 °C; umid. relat., 54%; press., 758 mmHg. Realizado no ZF Campo de Provas.

Ergonomia

DIAGRAMA SUV
Redação/Quatro Rodas

A: 150 cm (diant.) / 144 cm (tras.) B: 97 cm (diant.) /93 cm (tras.) C: 100,6 cm (diant.) / 98 cm (tras.)

Assistência ao motorista

ADAS Icone
Redação/Quatro Rodas
Farol alto automático Sensor de estacionamento
Piloto automático adaptativo Prevenção de saída de faixa
Frenagem autônoma Alerta de saída de faixa
Alerta de ponto cego Câmeras de visão 360º

 

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