Comissária da KLM é internada após suspeita de hantavíru

O caso acontece em meio a um alerta internacional envolvendo a possível disseminação do hantavírus

Uma comissária de bordo da companhia aérea KLM foi internada em Amsterdã com suspeita de infecção por hantavírus, doença que também está sendo investigada em um surto registrado a bordo de um navio de cruzeiro no Oceano Atlântico.

Segundo informações divulgadas pelo jornal alemão Bild, a funcionária teria mantido contato, na África do Sul, com uma turista holandesa de 69 anos que morreu após contrair o vírus.

A comissária apresenta sintomas considerados leves e permanece isolada no Centro Médico da Universidade de Amsterdã, onde realiza exames e segue sob monitoramento médico.

O caso acontece em meio a um alerta internacional envolvendo a possível disseminação do hantavírus. A Organização Mundial da Saúde tenta localizar mais de 80 passageiros que viajaram em um voo entre a ilha de Santa Helena e Joanesburgo transportando a mulher infectada.

As investigações apontam que a primeira contaminação pode ter ocorrido antes mesmo do embarque no cruzeiro, que chegou a permanecer ancorado próximo a Cabo Verde. Até o momento, autoridades já confirmaram oito casos ligados ao surto, incluindo três mortes e um paciente em estado grave.

O navio holandês MV Hondius, que ficou em quarentena desde o último domingo nas águas de Cabo Verde, retomou a viagem com destino a Tenerife, nas Ilhas Canárias.

A previsão é de que os passageiros sejam desembarcados na Espanha com apoio do mecanismo europeu de proteção civil. Durante o período de isolamento, três pessoas foram retiradas da embarcação em aviões ambulância após apresentarem risco de contaminação.

A decisão de transferir o navio para território espanhol provocou debates entre autoridades regionais, que questionaram por que o desembarque não ocorreu em Cabo Verde. O governo espanhol afirmou que a operação foi autorizada por razões humanitárias e sanitárias.

O ministro do Interior da Espanha, Fernando Grande-Marlaska, declarou que a medida atende a “razões humanitárias, éticas e morais” diante da gravidade da situação.

O cruzeiro transporta 149 pessoas, entre elas 88 passageiros de 23 nacionalidades diferentes. A viagem teve início em Ushuaia, na Argentina, no dia 20 de março, com destino final às Ilhas Canárias.