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Forza Horizon 6 aposta no Japão para renovar fórmula da franquia; já jogamos!

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Forza Horizon 6 aposta no Japão para renovar fórmula da franquia; já jogamos!

Jogos que simulam corridas reais são divertidos, mas nem sempre estamos com pique para algo sério. Às vezes, o nosso humor é para algo mais simples e que coloca a diversão na frente do realismo. E, neste ponto, Forza Horizon é um dos melhores jogos arcade da atualidade, mesmo que esteja longe de ser perfeito.

Lançado no último dia 19, Forza Horizon 6 chega para Xbox Series S/X e PC, e desembarcará no PlayStation 5 em algum momento do segundo semestre. O jogo segue a fórmula dos anteriores, com um enorme mapa aberto, centenas de carros para dirigir e corridas que vão desde uma disputa nas ruas, passando por etapas na terra até chegar a eventos malucos como correr contra um robô gigante – mas vamos falar disso depois.

Forza Horizon 6
Playground Games/Divulgação

Depois de cinco jogos, a PlayGround Games tem uma base sólida para trabalhar, mesmo que ela esteja um tanto envelhecida. O pano de fundo ainda é o Festival Horizon, um evento itinerante de música e carros que já passou, em ordem, pelos EUA, França e Itália, Austrália, Reino Unido e México.

O local da vez é um dos mais requisitados e que a própria equipe de desenvolvimento queria visitar em algum momento: Japão.  “O Japão é um local que queríamos explorar há vários jogos. Mas, a cada vez que analisávamos os desafios técnicos, sentíamos que ainda não estávamos prontos”, explica Torben Ellert, diretor de design.

Ao contrário do Forza Horizon 5, que foi lançado também para o Xbox One, FH6 foi feito apenas para a geração atual de consoles. Assim, não foi limitado tecnicamente pela exigência de rodar em um videogame mais antigo.

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O resultado é que Horizon 6 tem o maior mapa feito até agora não só em tamanho como em complexidade e densidade. Há inclusive uma recriação de Tóquio, em menor escala, mas com alguns pontos bem conhecidos como o famoso cruzamento em Shibuya e o estacionamento em Daikoku (um dos pontos de encontro dos fãs de automóveis). A densidade se dá pela quantidade de prédios e ruas, mas não pelo trânsito, com as ruas praticamente vazias.

Forza Horizon 6
Nicolas Tavares/Quatro Rodas

“A cidade de Tóquio é a nossa maior área urbana em qualquer jogo – 5 vezes maior que Guanajuato. A complexa rede viária (com múltiplas larguras, em vários níveis e conectando-se de diversas maneiras), combinada com a densidade de detalhes ao redor dessas ruas, foram os principais desafios na construção da cidade”, diz Ellert.

Ao se afastar de Tóquio, o jogador vai encontrando pequenas representações de outras regiões do Japão, cada uma com suas características, cenários e ruas únicas. Sempre há algo para encontrar. Pode ser uma placa que te dá mais experiência, um mascote para acertar ou um carro para adquirir– seja ele um modelo usado para comprar, um veículo raro escondido ou um automóvel abandonado em uma garagem.

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E carros é que o não falta. São mais de 550 modelos no lançamento, com mais veículos prometidos para as atualizações futuras. A lista é bem variada entre modelos japoneses, americanos e europeus, com algumas adições como o inédito Toyota GR GT, que virou a capa do jogo.

Forza Horizon 6
Playground Games/Divulgação

Alguns veículos finalmente tiveram seus modelos atualizados ou totalmente reconstruídos, resolvendo a qualidade gráfica e erros tanto no design quanto nas proporções. Nem todos tiveram o mesmo tratamento e muitos clássicos japoneses da década de 1980 e 1990 ficaram de fora, uma escolha um tanto triste considerando que são carros icônicos da cultura automotiva japonesa em um jogo que se passa no Japão.

Mudanças foram feitas na jogabilidade. Os desenvolvedores dizem que mexeram no cálculo de pressão dos freios e outros pequenos ajustes, porém os carros têm uma tendência a saírem de traseira. Mesmo os veículos de tração dianteira acabam derrapando ao fazer um lift-off (soltar o acelerador no momento certo para transferir o peso).

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Forza Horizon 6
Playground Games/Divulgação

Fazer drift é divertido, ainda mais em um jogo no Japão, onde a manobra faz parte da cultura local, porém vira um problema em algumas corridas, ainda mais ao correr em dificuldades mais altas. Infelizmente, a inteligência artificial continua a ser problemática, por ser agressiva, com pneus que parecem ter aderência infinita e acelerarem de forma irreal.

A progressão foi revista, deixando o game mais agradável. O sistema de pulseiras, usado no primeiro Horizon, voltou como uma forma de limitar a quantidade de eventos no mapa, com mais corridas abrindo conforme o jogador “passa de nível”, obtendo uma nova pulseira.

Isso também faz com que carros de classes mais baixas tenham mais espaço, ao invés de escolher o veículo mais potente disponível. Os eventos sazonais também ajudarão neste ponto, com corridas temáticas aumentando a variedade e estimulando o uso de automóveis mais incomuns.

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Forza Horizon 6
Nicolas Tavares/Quatro Rodas

Essas corridas com requisitos ajudam a dar razão para a sua garagem. É fácil demais conseguir carros, seja pelas roletas de prêmio, recompensas por explorar o mapa ou ao encontrar um veículo usado por aí a preço de banana. Até a escolha do seu carro inicial perde o sentido ao descobrir que as chaves dos três estarão no seu bolso.

Sempre há algo para fazer além das corridas normais. É possível fazer algumas missões como entregar comida com uma van tunada, ajudar um mecânico a preparar alguns veículos ou levar o fotógrafo Larry Chen para fazer imagens por aí. Quem gosta de uma boa disputa com outros jogadores pode não só participar de corridas diretamente, como também ir atrás de uma posição melhor na tabela de classificação de uma corrida contra o tempo.

Forza Horizon 6
Nicolas Tavares/Quatro Rodas
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Há até uma opção para quem tem paciência para construir alguma coisa. É possível comprar um terreno e erguer não só um lar, como criar uma pista de corrida com o traçado que você imaginar – e compartilhar com os outros jogadores.

O jogo roda bem, mesmo no Xbox Series S, ao escolher o modo de performance, com taxa de quadros travada em 60 fps, rodando em 4K no Xbox Series X e 1080p no Series S. O modo de qualidade gráfica reduz o fps para 30, por conta do uso de ray tracing avançado, aumentando a quantidade e qualidade dos reflexos tanto na carroceria do veículo quanto nos vidros dos prédios e na água. PCs com placas de vídeo mais modernas conseguem passar dos 100 fps, mas fique atento ao ray tracing, que pode reduzir a taxa de quadros em 40%.

No fim, Forza Horizon 6 é um grande jogo. Belo e divertido, é fácil perder horas explorando o mapa e se divertindo com suas corridas. Ainda tem defeitos que vieram dos jogos anteriores e que precisam ser ajustados, como a IA desbalanceada, mas que não são suficientes para estragar a experiência.

Forza Horizon 6 já está disponível por R$ 299 na versão padrão. A edição Deluxe custa R$ 449 e adiciona um pacote de boas-vindas com cinco carros e o Car Pass, que dá direito a receber outros 30 modelos que serão adicionados até junho. A versão Premium sai por R$ 549 e adiciona mais dois pacotes de carros (Italianos e Time Attack), passe VIP (com mais três carros e outros benefícios) e os dois futuros DLCs já confirmados para o jogo.

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