Grazi Massafera relembra divórcio de Cauã e fala sobre dor da separação

Em entrevista ao jornal O Globo, Grazi revelou que sonhava em construir uma estrutura familiar diferente daquela que viveu durante a infância

A atriz Grazi Massafera falou abertamente sobre o impacto emocional do fim de seu casamento com Cauã Reymond, com quem viveu entre 2007 e 2013 e teve a filha Sofia, atualmente com 13 anos.

Em entrevista ao jornal O Globo, Grazi revelou que sonhava em construir uma estrutura familiar diferente daquela que viveu durante a infância, mas acabou enfrentando a dor da separação. “Quando me separei, sofri. Queria fazer diferente dos meus pais. Não rolou”, afirmou.

A atriz também comentou sobre as expectativas românticas que carregava quando era mais jovem e disse que idealizava relacionamentos influenciada por contos de fadas e histórias românticas. “A gente romantiza demais. Fui da geração das princesas da Disney. Eu acreditava. Foi duro, a realidade foi batendo”, declarou.

Durante a conversa, Grazi relembrou ainda a pressão familiar antes da fama e contou que o pai desejava que ela seguisse um caminho mais tradicional. “Meu pai queria que eu casasse com o primeiro namorado, com 22 anos. Eu falei: ‘Casar? Eu vou fazer ficha para o BBB’”, contou, aos risos, ao recordar sua participação no Big Brother Brasil em 2005.

A atriz também falou sobre independência financeira e revelou que começou a ajudar os pais ainda jovem. “Não podia falar porque não tinha independência financeira. Quando tive, virei mãe deles, com 25. Foi dura essa fase também”, disse.

Hoje vivendo uma realidade completamente diferente da infância humilde que teve no interior do Paraná, Grazi afirmou que acredita na própria capacidade de se reinventar caso precise recomeçar. “Claro que não quero perder o que tenho, mas me reinventaria”, declarou.

Ao final da entrevista, a atriz refletiu sobre privilégios e desigualdade social no Brasil. “Tenho consciência de que ainda estaria muito na frente porque nasci branca, loira, dentro de um padrão que criaram. Não é a realidade de mulheres negras e trans. É um país duro”, concluiu.