A GWM vai seguir a mesma estrada da Chery, Mercedes-Benz e Audi no mercado global e terá carros híbridos a diesel, com opções plug-in e plena. Essas tecnologias estão em desenvolvimento há seis anos. A informação foi confirmada pela própria montadora à imprensa australiana e divulgada pelo site Drive. A expectativa é de que os primeiros modelos com esses tipos de motorizações devam estrear na China no primeiro semestre de 2027.
Em declarações à imprensa australiana durante o Salão Automóvel de Pequim de 2026, Nicole Wu, diretora de tecnologia da GWM, afirmou que sistemas híbridos a diesel “serão importantes, especialmente para mercados como o da Austrália”.
“Temos soluções técnicas. Os motores a diesel apresentam desafios relacionados ao NOx [óxido de nitrogênio] e às partículas, mas os sistemas híbridos ajudam a melhorar ambos”, acrescentou Wu, ao ser questionada sobre o gerenciamento de emissões.
Os motores a diesel já existentes da GWM, como 2.0, 2.4 – presente na picape Poer vendida no Brasil -, além do futuro motor 3.0 turbo, deverão ser compatíveis com os sistemas híbridos em desenvolvimento.
O site australiano também prevê que as versões híbridas plug-in incluirão o sistema Hi4-T, com tração mecânica nas quatro rodas, semelhante aos atuais modelos eletrificados a gasolina da GWM, como a Cannon Alpha, o Tank 300 e o Tank 500.
Uma ficha técnica do GWM Tank 500, por exemplo, divulgada pela montadora na China, mostra uma versão híbrida plena de seu motor 2.4 diesel turboalimentado de quatro cilindros. O sistema utiliza uma bateria de 3,71 kWh e uma transmissão híbrida dedicada de três velocidades (DHT). A potência combinada do sistema é de 197 cv de potência e 50,9 kgfm de torque, um aumento em relação aos 183 cv e 48,9 kgfm anteriores.
Em um comunicado à imprensa, a GWM disse que a aceleração de 0 a 100 km/h de seus veículos híbridos a diesel é “quase 40% mais rápida” do que a de um equivalente não híbrido, “com o motor elétrico compensando instantaneamente o atraso do turbo”. Em relação à economia de combustível, os testes demonstraram uma redução entre 15% e 30%.
Híbridos a diesel não são novidade. No Brasil, por exemplo, o Land Rover Defender atualmente utiliza um sistema MHEV, assim como o Mercedes GLE, para citar. A Audi até um tempo atrás tinha o Q7 e-tron TDI na Europa, que foi descontinuado posteriormente. A Chery, por sua vez, desenvolve sua primeira picape, com o codinome ‘KP31’, que receberá um sistema híbrido plug-in a diesel.