Ícone do site Brasil Direto Notícias

Lula mantém veto a socorro do BRB mesmo após pressão do centrão

Por Brasil Direto

lula-pede-estudo-sobre-baixa-adesao-ao-programa-reforma-casa-brasil

Lula pede estudo sobre baixa adesão ao programa Reforma Casa Brasil

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiu não autorizar apoio financeiro do governo federal ao Banco de Brasília, mesmo após articulações políticas lideradas por integrantes do centrão em favor da instituição financeira.

Nos bastidores, a governadora do Distrito Federal, Celina Leão, teria buscado apoio do presidente da Câmara, Hugo Motta, para tentar abrir um canal direto de negociação com o Palácio do Planalto. Segundo informações divulgadas pela Folha de S.Paulo, o encontro não aconteceu e o governo federal mantém a posição de não realizar um socorro financeiro ao banco.

Aliados de Hugo Motta afirmam que o parlamentar tentou intermediar a agenda junto a auxiliares de Lula, mas sem sucesso. Entre interlocutores do Congresso, já existe a avaliação de que o Tesouro Nacional dificilmente irá participar de qualquer operação de resgate da instituição.

O BRB enfrenta um cenário delicado após não apresentar, dentro do prazo legal encerrado em 31 de março, as demonstrações financeiras referentes ao exercício de 2025. O banco justificou o atraso alegando necessidade de concluir uma auditoria forense ligada a operações realizadas com o Banco Master, envolvendo perdas bilionárias.

A crise ganhou ainda mais repercussão política diante das investigações relacionadas ao caso “Dark Horse”, que envolve o senador Flávio Bolsonaro e o ex-banqueiro Daniel Vorcaro. De acordo com relatos obtidos pela publicação, integrantes do governo defendem que Lula mantenha distância do tema para evitar desgaste político.

A situação também aumentou a pressão sobre integrantes do governo ligados à articulação política. O ministro das Relações Institucionais, José Guimarães, apontado como um dos defensores de diálogo nos bastidores, precisou declarar publicamente ser contrário ao uso de recursos federais para socorrer o banco.

Enquanto isso, o BRB tenta reorganizar as finanças diante dos problemas de liquidez. A instituição estipulou até o próximo dia 29 para concluir aporte de capital e divulgar o balanço financeiro com os prejuízos relacionados à compra de carteiras de crédito consideradas fraudulentas e ativos ligados ao Banco Master.

Segundo informações da Folha, o banco aguarda o recebimento de R$ 3 bilhões provenientes de um fundo administrado pela Quadra Capital, referentes à venda de ativos oriundos do Master. Até o momento, cerca de R$ 1,2 bilhão já teria sido repassado à instituição.

Sair da versão mobile