Integrantes do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva decidiram adotar cautela antes de se posicionar oficialmente sobre a decisão da gestão de Donald Trump de enquadrar o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho (CV) como organizações terroristas.
De acordo com informações apuradas pela coluna, ministros, diplomatas e assessores do Palácio do Planalto devem realizar, ao longo desta sexta-feira (29), uma série de reuniões reservadas para definir qual será a resposta oficial do governo brasileiro à medida anunciada pelos Estados Unidos.
As discussões envolvem representantes do Planalto, do Itamaraty e dos ministérios da Justiça e da Fazenda. A Casa Civil e a Advocacia-Geral da União (AGU) também acompanham as tratativas.
Além das conversas internas, uma reunião ampliada foi marcada para o meio-dia no Palácio do Planalto. O encontro deve reunir ministros palacianos e integrantes das áreas econômica e diplomática do governo.
Segundo interlocutores, Lula já demonstrou ser contrário à classificação das facções como grupos terroristas. A avaliação dentro do governo é de que a decisão norte-americana pode gerar impactos relacionados à soberania nacional.
Apesar disso, auxiliares defendem que qualquer manifestação pública seja feita de forma cuidadosa, para evitar interpretações de que o governo estaria relativizando ou protegendo organizações criminosas.