O Ministério Público de Santa Catarina denunciou três pessoas suspeitas de envolvimento na morte da corretora Luciani Aparecida Estivalet Freitas, assassinada em Florianópolis. Entre os acusados estão um homem e duas mulheres, moradores do mesmo condomínio da vítima.
Segundo a denúncia apresentada pelo MP-SC, o grupo teria atuado de forma conjunta no crime, com divisão de tarefas. Os investigados respondem por latrocínio — roubo seguido de morte —, ocultação de cadáver e corrupção de menor.
As investigações apontam que uma das mulheres teria dopado a vítima para dificultar qualquer reação, enquanto outra suspeita, identificada como empresária e administradora do residencial, teria participado diretamente das agressões que provocaram a morte da corretora.
Após o assassinato, os suspeitos teriam usado cartões bancários, dados pessoais e até o carro de Luciani para realizar compras e obter vantagens financeiras.
O Ministério Público também relata que o corpo da vítima foi esquartejado e descartado em diferentes locais. Conforme a investigação, o homem denunciado teria executado a mutilação com apoio logístico das duas mulheres. Um adolescente também teria participado da ação criminosa.
A denúncia ainda será analisada pela Justiça. Caso seja aceita, os três passarão oficialmente à condição de réus em processo criminal.
O desaparecimento de Luciani começou a ser percebido pela família após mensagens estranhas enviadas pelo WhatsApp da vítima. A irmã da corretora desconfiou do comportamento incomum, principalmente pelos erros de português e pela forma diferente de escrever.
Depois da comunicação do desaparecimento à polícia, a investigação identificou compras feitas com os dados da vítima e levou aos suspeitos. O casal investigado acabou preso no Rio Grande do Sul enquanto tentava fugir.
Partes do corpo da corretora foram encontradas em Major Gercino com sinais de esquartejamento, fato que chocou moradores da região e ganhou repercussão nacional.