Vulcão Dukono entra em erupção e provoca tragédia com turistas na Indonésia

Segundo autoridades locais, pelo menos três pessoas morreram após a explosão do vulcão

Uma forte erupção do vulcão Vulcão Dukono deixou mortos, feridos e desaparecidos na Indonésia. O desastre aconteceu na ilha de Halmahera, no leste do país, e mobilizou equipes de resgate em meio ao avanço da atividade vulcânica.

Segundo autoridades locais, pelo menos três pessoas morreram após a explosão do vulcão — dois turistas estrangeiros e um morador da região de Ternate. Além das vítimas fatais, outras dez pessoas seguem desaparecidas.

A informação foi confirmada pelo chefe da polícia da província de Halmahera do Norte, Erlichson Pasaribu, em entrevista à emissora Kompas TV.

As autoridades não divulgaram as nacionalidades dos estrangeiros mortos.

De acordo com o balanço oficial, o grupo estava em uma área interditada devido ao aumento do risco vulcânico. Mesmo com os alertas emitidos anteriormente, trilheiros continuaram acessando a região próxima à cratera.

Ainda segundo os órgãos locais, sete pessoas conseguiram deixar a montanha em segurança, enquanto outras cinco ficaram feridas durante a fuga.

O porta-voz da Agência Nacional de Gestão de Desastres da Indonésia, Abdul Muhari, informou que as operações de busca continuam, apesar das dificuldades provocadas pela atividade do vulcão.

As equipes enfrentam obstáculos causados pelo terreno íngreme e pelas constantes explosões registradas na área.

“Ainda é possível ouvir estrondos da erupção, o que torna a evacuação da área de risco mais lenta”, afirmou Pasaribu.

Segundo informações da agência nacional de geologia, a erupção ocorreu nas primeiras horas da manhã e lançou uma enorme coluna de fumaça e cinzas que atingiu cerca de 10 quilômetros de altura.

As autoridades emitiram alertas para moradores das áreas próximas e também da cidade de Tobelo devido ao risco de queda de cinzas vulcânicas, que podem causar problemas respiratórios e afetar o transporte na região.

O vulcão Dukono permanece no nível três de alerta, em uma escala que vai até quatro.

Desde dezembro, o Centro de Vulcanologia e Mitigação de Riscos Geológicos da Indonésia recomenda que ninguém ultrapasse um raio de quatro quilômetros da cratera Malupang Warirang.

Segundo a polícia local, muitos visitantes ignoraram os avisos espalhados na trilha e também os alertas divulgados nas redes sociais.

“Muitos são turistas estrangeiros que querem produzir conteúdo para as redes sociais”, declarou Pasaribu.

A Indonésia está localizada no chamado Anel de Fogo do Pacífico, uma das áreas com maior atividade sísmica do planeta, marcada pelo encontro de placas tectônicas e pela frequente ocorrência de terremotos e erupções vulcânicas.