A BYD planeja expandir sua atuação para além dos carros elétricos. A fabricante, que recentemente ultrapassou a Tesla em volume global de vendas, confirmou o desenvolvimento de robôs humanoides próprios. A intenção da marca é comercializar as máquinas por meio de sua rede de concessionárias em diferentes mercados.
A confirmação partiu de Li Ke, vice-presidente executiva da fabricante. Segundo a executiva, os futuros robôs compartilharão tecnologias já aplicadas nos veículos da marca. O projeto prevê o reaproveitamento de sistemas de inteligência artificial, sensores e componentes eletrônicos.

Apesar de confirmar o projeto, a BYD não divulgou previsão de lançamento ou detalhes técnicos do desenvolvimento. Uma das possibilidades avaliadas é a adoção de uma plataforma aberta em parceria com empresas especializadas em robótica. A estratégia permitiria acelerar a chegada do produto ao mercado e reduzir custos, aproveitando soluções já consolidadas.
O movimento reforça uma tendência crescente entre empresas de tecnologia e fabricantes de automóveis. A Tesla, principal rival da BYD, transformou o robô humanoide Optimus em uma de suas principais apostas para o futuro. Na China, no entanto, a concorrência no segmento é ampla, com dezenas de empresas apresentando protótipos para uso industrial, comercial e atendimento ao público.

O nível da disputa local ficou evidente no início deste ano, quando mais de 100 robôs humanoides participaram de uma meia maratona na China. O destaque foi um modelo desenvolvido pela Honor, fabricante de smartphones, que teria completado o percurso em 50 minutos e 26 segundos.
A BYD também não será a primeira marca automotiva chinesa a investir no setor. Em 2025, a Chery apresentou o Mornine M1, um robô criado por sua subsidiária AiMoga. Focado em atividades de recepção e atendimento, o modelo começou a ser vendido recentemente no mercado chinês por 285.800 yuans (cerca de R$ 220.000 na conversão direta).