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Bolsa Família vira pauta de Flávio Bolsonaro, que promete ampliar garantias do programa

Por Brasil Direto

O senador Flávio Bolsonaro defendeu nesta segunda-feira (15) a manutenção e o aperfeiçoamento do Bolsa Família, programa social criado durante os governos do PT. As declarações foram feitas durante um debate promovido pela revista Veja, em São Paulo, onde o parlamentar também confirmou a participação da ex-presidente da Caixa Econômica Federal, Daniella Marques, em sua equipe de campanha.

Ao abordar políticas sociais, Flávio afirmou que existe uma percepção equivocada sobre os beneficiários do programa e argumentou que muitas famílias enxergam o auxílio como uma garantia de segurança diante das incertezas econômicas.

“A gente tem que entender que tem uma memória afetiva, até. O Bolsa Família é estabilidade para quem já passou fome. A pessoa pensa o seguinte: ‘olha, se eu arrumar um trabalho de carteira assinada e eu perder o Bolsa Família, e se eu perder o meu trabalho, como é que eu vou ficar? Vou voltar para aquela época que eu passava fome de verdade'”, disse.

Segundo o senador, eventuais mudanças no programa devem buscar estimular a formalização do emprego sem retirar a proteção social de quem conseguiu melhorar a renda.

“Então a gente tem que entender essa lógica que passa na cabeça das pessoas que precisam disso, reafirmar mais uma vez para elas que isso vai ser mantido e nós vamos potencializar essa garantia para estimular que as pessoas possam ter um emprego formal”, afirmou.

Durante o debate, Flávio classificou o Bolsa Família como uma política consolidada e defendeu a existência de mecanismos de assistência voltados às famílias em situação de vulnerabilidade.

O parlamentar também comentou a proposta de ampliar a faixa de isenção do Imposto de Renda para contribuintes que recebem até R$ 5 mil mensais. Embora tenha manifestado apoio à medida, criticou a forma como o governo federal pretende compensar a perda de arrecadação.

“A única diferença é que, com Bolsonaro, certamente você teria uma compensação de abrir mão dessa receita quando você elevar o patamar da isenção do imposto”, disse.

“Ou seja, com Bolsonaro você teria de onde tirar sem precisar aumentar ou criar impostos. O atual governo faz o contrário: esfola o público brasileiro, o contribuinte brasileiro, com elevadíssima carga tributária para poder cumprir essa promessa.”

Outro tema abordado foi a participação de Daniella Marques em sua equipe política. Ex-presidente da Caixa durante o governo Jair Bolsonaro, ela tem acompanhado o senador em eventos públicos e, segundo Flávio, deverá contribuir principalmente na construção de propostas voltadas à mobilidade social.

“[Daniella] é uma pessoa que está se dispondo a estar próxima de nós. Não porque é mulher. É porque ela, para mim, é a melhor pessoa que tinha no time do Paulo Guedes. Então, tenho certeza de que muita coisa que o Paulo Guedes conseguiu implementar a Dani ajudou a construir e a viabilizar”, afirmou.

“É uma pessoa que eu respeito demais, em quem eu confio demais, está se dispondo a estar perto de nós na campanha e vai me ajudar não só nessa parte econômica, mas principalmente na pauta de mobilidade social”, disse Flávio.

O senador também falou sobre a relação entre governos e veículos de comunicação. Ao avaliar a gestão de seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro, afirmou que a condução da comunicação institucional foi um dos pontos que poderiam ter sido diferentes.

“[O relacionamento com a imprensa] foi um dos problemas que eu identifico no governo do presidente Bolsonaro. O relacionamento com a imprensa, o preconceito muitas vezes de quem estava gerindo o orçamento para publicidade com relação a alguns veículos de comunicação”, disse Flávio.

“Isso, obviamente, tem que ser mudado radicalmente. É um aprendizado de uma coisa que eu acho que foi feita errada e que a gente não precisa repetir. Pode fazer muito melhor e assim será num possível governo meu”, complementou.

Questionado sobre sua relação com o empresário Daniel Vorcaro, dono do Banco Master, o senador afirmou que o contato ocorreu exclusivamente em razão de um projeto audiovisual sobre o ex-presidente Jair Bolsonaro.

“A minha relação com ele foi única e exclusivamente por causa do filme. Eu vejo as coisas pelo lado bom, porque não tem outra coisa para falar de mim a não ser isso, que é algo que não tem absolutamente nada de errado. É uma relação privada, um investimento E a pessoa [Vorcaro] teria um retorno. E, se Deus quiser, muito em breve todos verão o filme aí. Ficou bem legal”, disse.

Ao final do evento, Flávio também comentou o distanciamento de algumas lideranças da direita brasileira em relação ao seu projeto político e afirmou acreditar que o apoio poderá ocorrer em momento mais próximo do período eleitoral.

“Todos virão no momento que eles entenderem melhor. A realidade é que nós já estamos falando de campanha, estamos falando de eleição, mas a massa do povo brasileiro não está atenta para isso ainda.”

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