A BYD quer acelerar a aceitação da condução autônoma e assumirá a responsabilidade financeira por acidentes causados por falhas de seus sistemas. A medida inédita cobre integralmente os danos causados quando os veículos estiverem operando no modo automatizado, eliminando o prejuízo do proprietário em caso de falhas tecnológicas do próprio veículo.
Essa decisão tenta quebrar a desconfiança do consumidor em relação aos carros que dirigem sozinhos e aumentar a utilização do recurso em ambientes urbanos. O movimento repete uma ação parecida feita pela fabricante em 2025 para manobras de estacionamento automático de nível 4, que resultou em um crescimento expressivo no uso da função pelos clientes na época.
O funcionamento dos sistemas e os custos

Batizada de God’s Eye A e God’s Eye B, a tecnologia urbana de assistência monitora o tráfego e controla o veículo sob regras estritas da fabricante. No caso do sistema B, que vem equipado com sensores LiDAR, o pacote é vendido como opcional por 12.000 yuan, o que dá cerca de R$ 9.300 na conversão atual e equivale ao valor de um teto solar panorâmico em SUVs nacionais.
A cobertura inédita não exige seguros adicionais do cliente e garante o pagamento de danos materiais do carro, estragos a terceiros e indenizações por lesões corporais. A marca optou por não estabelecer um teto máximo para os pagamentos, assumindo o risco financeiro total do comportamento do automóvel durante o período de 12 meses após a entrega.
Limitações e impacto na indústria

A garantia de proteção, porém, traz contrapartidas importantes e restrições geográficas severas para os motoristas. O benefício dura apenas um ano e funciona unicamente em território chinês, sem qualquer previsão de expansão para mercados ocidentais ou modelos exportados.
Veículos antigos da frota circulante que receberem a atualização remota para o sistema God’s Eye 5.0 também ganham o direito ao programa de proteção. Atualmente, a fabricante chinesa soma 3,15 milhões de veículos equipados com recursos de assistência ativa rodando pelas ruas, servindo como uma enorme base de testes reais para o aprimoramento da inteligência artificial.