A Caoa Chery inicia nesta segunda-feira (1) as vendas dos novos Tiggo 7 Pro PHEV e Tiggo 8 Pro PHEV, agora com uma evolução do sistema híbrido – batizado como Caoa Chery Super Hybrid. A marca tenta recuperar o terreno perdido para as rivais chinesas com uma política de preços agressiva: o Tiggo 7 PHEV chega por R$ 189.990, enquanto o Tiggo 8 PHEV, de sete lugares, custa R$ 229.990. Os valores são válidos por tempo limitado.
Ambos seguirão posicionados como as versões mais caras da linha e, por enquanto, serão as únicas com os novos designs e equipamentos. Por R$ 189.990, o Tiggo 7 Pro PHEV bate de frente com as versões de entrada do BYD Song Pro (R$ 199.990).
Já o Tiggo 8 Pro PHEV, a R$ 229.990, custa consideravelmente menos que um GWM Haval H6 PHEV19, vendido por R$ 249.000; e que o BYD Song Plus, que parte de R$ 249.990.
Engenharia atualizada
O conjunto mecânico foi o principal alvo de melhorias para justificar a nova fase dos modelos. Ambos passam a combina o motor 1.5 turbo com injeção direta, tendo como resultado uma entrega de 135 cv e 20,4 kgfm. Há, ainda, dois propulsores elétricos de 204 cv e uma transmissão DHT dedicada. O sistema entrega 279 cv de potência e 37,2 kgfm de torque combinados, garantindo o desempenho exigido em veículos desse porte.
Os números são os mesmos do Omoda 7 e Jaecoo 7 e não é por acaso. O conjunto é o mesmo dos outros dois SUVs, que também fazem parte do Grupo Chery, o que aconteceu é que os Tiggo 7 e Tiggo 8 PHEV adotaram a mesma geração da mecânica.
A grande evolução funcional, porém, está no sistema de baterias de 18,4 kWh, que finalmente passa a aceitar carregamento rápido em corrente contínua (DC). Segundo a fabricante, é possível ir de 30% a 80% da carga em cerca de 20 minutos. A marca também adotou a função V2L (Vehicle-to-Load), permitindo usar a bateria do carro para alimentar equipamentos externos em 220V.
A engenharia brasileira da Caoa Chery aplicou uma calibração local no gerenciamento eletrônico, na resposta do acelerador e na suspensão. O objetivo foi adequar a transição entre os motores elétrico e a combustão às condições do asfalto nacional, além de aprimorar o isolamento acústico na rodagem.
O que mudou no Tiggo 7
A Caoa Chery aproveitou para renovar o design do Tiggo 7, trazendo o visual que já havia sido visto tanto em flagras do carro no país quanto no registro do desenho industrial no INPI.
As mudanças visuais se concentram na dianteira e traseira. O Tiggo 7 recebeu faróis emprestados do irmão maior Tiggo 8 Pro e uma nova grade com elementos brilhantes. O para-choque também foi redesenhado, ganhando visual mais esportivo.
Na traseira, a principal alteração é a adoção de lanternas interligadas, que apresentam novo formato e LEDs revisados. O para-choque também foi atualizado, com recortes laterais mais destacados e apliques em preto brilhante na parte inferior.
A cabine também foi renovada. O painel recebe novas saídas de ventilação, volante inédito e console central redesenhado, incluindo uma manopla de câmbio revisada.
O modelo mantém o cluster digital, mas agora integrado à central multimídia na mesma moldura, seguindo o padrão já visto no Tiggo 7 PHEV atual. As telas devem receber gráficos atualizados e ter um formato ligeiramente diferente.
O Tiggo 7 Pro PHEV foca em quem busca eficiência no uso diário, prometendo um consumo equivalente de até 38,6 km/l. O interior passou por uma reformulação visual e agora exibe uma grande tela curva integrada de 24,6 polegadas, Head-Up Display (HUD) e um sistema de câmeras 360° graus com visão aérea, que facilita o esterço em manobras apertadas.
O pacote de assistência à condução (ADAS) do SUV médio de cinco lugares também está mais farto. Ele traz frenagem autônoma de emergência, controle de cruzeiro adaptativo, assistente de permanência em faixa e sete airbags, incluindo uma bolsa extra para o joelho do motorista.
O que mudou no Tiggo 8
No caso do SUV de sete lugares, as mudanças visuais do lado de fora são mais sutis. Os faróis full-led tem novo desenho interno, com uma luz pontilhada na parte de cima. A grade tem um novo arranjo interno e o para-choque teve alterações nas laterais, perdendo as luzes na parte inferior para dar espaço para uma passagem de ar na vertical.
A traseira mudou mais e a Caoa Chery diz que é exclusiva para o mercado brasileiro. A placa do carro passa a ser colocada no para-choque, permitindo que a tampa do porta-malas ficasse totalmente lisa. Os faróis seguem sendo horizontais, mas agora estão mais finos e com um acabamento preto fazendo a ligação entre eles junto com a barra iluminada na parte superior.
O Tiggo 8 está bem diferente do lado de dentro. A primeira mudança está nas telas do quadro de instrumentos e da central multimídia, agora separadas. O primeiro tem um display retangular de 10,25″, enquanto o segundo agora usa uma tela flutuante de 15,6″. É o mesmo arranjo de outros carros da Chery, como Jaecoo 7.
Outra alteração está no console central, que ganhou mais espaço após a fabricante mover a alavanca do câmbio para a coluna de direção. Assim, a área central foi redesenhada com um novo carregador sem fio para smartphones com saída de ar dedicada e botões para selecionar o modo de condução.
Com 4,73 m de comprimento e 2,71 m de entre-eixos, o Tiggo 8 Pro PHEV preserva a configuração de sete assentos. Pelos dados do Inmetro, o SUV atinge 70 km de alcance puramente elétrico e registra consumo urbano de 36,1 km/l.
A cabine tenta se distanciar do irmão menor apostando em vidros com isolamento acústico e bancos dianteiros com memória, aquecimento e ventilação. O assento do passageiro conta ainda com massagem e apoio para as pernas. A segurança foi ampliada com a adição de dois airbags laterais na segunda fileira e um de joelho para o motorista, totalizando nove bolsas infláveis.