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Chance de aumento dos juros americanos dispara para 98%; entenda o motivo

Por Brasil Direto

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A expectativa do mercado para os próximos passos da política monetária dos Estados Unidos mudou de forma significativa após a divulgação dos dados mais recentes sobre o emprego no país. Analistas passaram a atribuir 98% de probabilidade a uma elevação de pelo menos 0,25 ponto percentual na taxa básica de juros americana até o fim deste ano.

A mudança ocorreu depois da publicação do relatório de emprego referente ao mês de maio, divulgado nesta sexta-feira (5). O levantamento mostrou a criação de 172 mil vagas fora do setor agrícola, resultado que reforçou a percepção de que o mercado de trabalho norte-americano segue aquecido.

Com o novo cenário, operadores do mercado financeiro praticamente consolidaram a expectativa de uma alta nos juros, atualmente situados entre 3,5% e 3,75% ao ano. Antes da divulgação dos números, a possibilidade de aumento era estimada em apenas 48%.

A próxima decisão do Federal Reserve está marcada para os dias 15 e 16 de junho. O encontro será o primeiro conduzido por Kevin Warsh, novo presidente da instituição, nomeado pelo presidente Donald Trump para substituir Jerome Powell.

Além da força demonstrada pelo mercado de trabalho, outro fator que vem pesando nas análises é o comportamento da inflação. Em abril, o índice de preços PCE, principal referência utilizada pelo Fed, registrou avanço de 3,8% no acumulado de 12 meses, acelerando em relação aos 3,5% observados em março. O movimento foi impulsionado principalmente pelo aumento dos preços da energia em meio ao conflito envolvendo o Irã.

Para Mark Malek, diretor de investimentos da Siebert Financial, os dados mostram um mercado de trabalho resiliente, mas não excessivamente aquecido.

“Não estamos falando de um mercado de trabalho que está indo maravilhosamente bem, mas também não estamos olhando para um mercado de trabalho que está desmoronando completamente. É saudável para o mercado recuar um pouco e desacelerar”, avaliou.

Já Jason Pride, diretor de estratégia e pesquisa de investimentos da Glenmede, acredita que a autoridade monetária deverá manter os juros inalterados na próxima reunião, enquanto monitora os efeitos da queda recente dos preços da energia sobre a inflação.

“Os investidores devem esperar que o Fed mantenha as taxas na próxima reunião e concentre a atenção em se o alívio energético pós-cessar-fogo começará a puxar a inflação cheia para baixo”, afirmou.

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