O governo dos Estados Unidos anunciou nesta segunda-feira (1º) uma nova rodada de indicações para embaixadas na América Latina. Os nomes escolhidos para representar Washington no Brasil, Colômbia, Paraguai, Equador e El Salvador ainda dependem da aprovação do Senado americano para assumirem oficialmente as funções diplomáticas.
Para a embaixada em Brasília, o presidente Donald Trump indicou Daniel Perez, atual presidente da Câmara dos Representantes da Flórida. No comando da Casa Legislativa desde 2024, Perez integra a política estadual desde 2017 e é considerado um dos nomes de destaque do Partido Republicano no estado.
Em El Salvador, a escolha foi o empresário Mark Abreu, ligado ao setor da construção civil. Descendente de portugueses, ele ganhou projeção nacional após atuar na arrecadação de recursos para a campanha presidencial republicana de 2024, segundo veículos de imprensa americanos.
Já para o Equador, Trump indicou Peter Snyder, empresário do ramo de tecnologia que também possui histórico de participação em disputas eleitorais na Virgínia.
No Paraguai, o nome apresentado foi o de Paul Kalmbach, empresário com atuação nos setores industrial e financeiro e vinculado ao Partido Republicano.
Para a Colômbia, a indicação recaiu sobre Nate Morris. A escolha ocorre em um momento de movimentação política no país sul-americano, que se aproxima da etapa decisiva de sua eleição presidencial.
Agora, todas as indicações seguirão para análise do Senado dos Estados Unidos. A legislação americana não estabelece um prazo específico para que os parlamentares concluam a avaliação e realizem a votação dos indicados.
A nomeação de Daniel Perez para a representação diplomática no Brasil acontece em um contexto de relações delicadas entre Brasília e Washington. Em 2025, o governo Trump anunciou tarifas que chegaram a atingir produtos brasileiros em até 50%, embora parte das medidas tenha sido posteriormente flexibilizada para determinados segmentos.
Naquele período, Trump acusou o presidente Luiz Inácio Lula da Silva de promover perseguição política contra o ex-presidente Jair Bolsonaro, o que ampliou o desgaste entre os dois governos.
Além das divergências comerciais, a administração americana também manifestou críticas a decisões da Justiça brasileira relacionadas à atuação de plataformas digitais dos Estados Unidos. Washington argumentou que algumas medidas poderiam restringir a liberdade de expressão e gerar impactos para empresas de tecnologia que operam no mercado brasileiro.