Durante um encontro realizado na quarta-feira (18), à margem da Cúpula do G7, em Évian-les-Bains, na França, o presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva para tentar reabrir canais de negociação com o líder russo, Vladimir Putin.
De acordo com pessoas próximas ao governo brasileiro, o chefe de Estado ucraniano solicitou que Lula utilizasse sua interlocução com Moscou para incentivar Putin a retomar as conversas voltadas à busca de uma solução para o conflito que se arrasta desde 2022.
A guerra teve início em fevereiro daquele ano, quando forças russas cruzaram a fronteira e iniciaram a ofensiva militar contra a Ucrânia. Desde então, as tentativas de negociação enfrentam sucessivos obstáculos e os confrontos continuam sem uma solução definitiva.
Não é a primeira vez que Kiev recorre ao governo brasileiro com esse objetivo. Em maio do ano passado, autoridades ucranianas já haviam buscado a mediação de Lula para convencer o presidente russo a participar de discussões sobre a guerra no Leste Europeu.
Nos bastidores do Palácio do Planalto, a avaliação é de que o presidente brasileiro mantém uma posição privilegiada para dialogar com Putin. Isso ocorre porque diversos países europeus e a própria Ucrânia reduziram ou interromperam relações diplomáticas com a Rússia desde o início da guerra.
Além da proximidade construída em encontros bilaterais e conversas telefônicas ao longo dos últimos anos, Lula e Putin também integram o grupo dos Brics, bloco formado por economias emergentes como Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul.